O general Sérgio Pereira falava em conferência de imprensa no Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa, depois de o ministro da Defesa anunciar que o Campo de Tiro da Força Aérea, atualmente localizado em Alcochete, passará para Alter do Chão, devido à construção do novo aeroporto de Lisboa.
Interrogado sobre eventuais riscos de contaminação dos solos devido à utilização de armamento com chumbo, o general referiu que, por vezes, é necessário utilizar armamento real, mas que tal utilização “é muito diminuta” e “está completamente” controlada.
“Não há objeto, posso garantir, que não seja monitorizado, que nós atiremos para a carreira de tiro que não esteja absolutamente controlado. As populações podem estar tranquilas, o controlo é total”, sublinhou o general Sérgio Pereira, lembrando que o atual Campo de Tiro “tem um reconhecimento e certificação ambiental desde 2001” e é um dos “principais contribuintes para o roteiro da neutralidade carbónica 2050”.
Para o novo CEMFA – que tomou posse no início deste mês – disse que este “é um dia feliz” para o ramo.
Também o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), general João Cartaxo Alves – que até há pouco tempo chefiava a Força Aérea – detalhou que “cada vez mais” a atividade no Campo de Tiro recorre a sensores, apesar de ter de utilizar por vezes armamento real.
Cartaxo Alves realçou que atualmente, em Alcochete, todos os detritos deflagrados durante exercícios são “retirados e tratados ambientalmente” e que no futuro acontecerá o mesmo: “E tudo aquilo que por acaso não é deflagrado ao atingir o solo é desativado por equipas especializadas”.
O general fez questão de realçar que as atividades no Campo de Tiro decorrem fora do período mais propício à ocorrência de fogos florestais e que agricultores e produtores poderão continuar a utilizar alguns dos terrenos escolhidos para o novo campo de tiro em Alter do Chão, de forma controlada.
O novo Campo de Tiro, foi hoje anunciado, terá cerca de 7.500 hectares. Ainda não são conhecidos os custos totais da relocalização, cujas verbas serão partilhadas entre os ministérios da Defesa e das Infraestruturas, de acordo com Nuno Melo.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Roelof-Jan Gort/D.R.












