Novo plano de ordenamento de Alqueva anunciado em 2018 avança… hoje

Anunciado há mais de sete anos, o Programa Especial das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão, envolvendo a EDIA, a Agência Portuguesa do Ambiente e a Associação de Municípios do Lago Alqueva dá finalmente um passo decisivo.

O protocolo de colaboração para a elaboração do Programa Especial das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (PEAAP) é assinado este sábado, em Reguengos de Monsaraz, entre a EDIA, a Agência Portuguesa do Ambiente e a Associação Transfronteiriça de Municípios do Lago Alqueva.

Segundo o Município de Reguengos de Monsaraz, trata-se de “um instrumento de planeamento territorial de natureza especial” que visa “a proteção e a valorização das albufeiras do Alqueva e de Pedrógão”, assim como “a utilização sustentável dos recursos hídricos” e “a preservação ambiental com os usos económicos, turísticos e recreativos”.

“Este programa” ” – prossegue – “substitui o Plano de Ordenamento das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (POAAP), garantindo uma gestão mais eficaz e integrada do território”.

O POAAP, apresentado em 2001 pelo então ministro do Ambiente, José Sócrates, apresentava uma gestão do território mais “disciplinada”, a proibição da construção nas 440 ilhas que seriam criadas com o enchimento da albufeira, a criação de “zonas interditas” onde, por motivos ambientais ou de segurança, eram proibidas quaisquer atividades e a limitação da capacidade de instalação de empreendimentos turísticos.

O programa operacional abrangia os concelhos de Alandroal, Barrancos, Moura, Mourão, Portel e Reguengos de Monsaraz.

Em 2006, uma Resolução do Conselho de Ministros determinou a revisão deste plano, sendo que em 2014 a estrutura de gestão territorial foi reformulada, passando os planos de ordenamento das albufeiras a planos especiais das albufeiras, e em 2018 foi formalmente determinada a elaboração do novo PEAAP.

Marta Prates (PSD), presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, iniciou em 2022 um processo de coordenação entre os municípios abrangidos pelo POAAP para desbloquear a execução do novo plano, tendo decorrido reuniões com a APA e com os restantes parceiros, que culminaram na resolução do impasse e na apresentação de propostas para assegurar o financiamento de cerca de 35% do valor do PEAAP pelos municípios.

“Após reunião com a APA, em 2024, reuni de imediato com a Secretaria de Estado do Ambiente para assegurar que o Ministério do Ambiente incluía a verba necessária à execução do programa no seu orçamento plurianual [e] em paralelo, a Associação Transfronteiriça de Municípios do Lago Alqueva apresentou uma candidatura aos fundos comunitários, que culminou com a redução dos custos para os Municípios”, refere Marta Prates.

Segundo a autarca, “após quase duas décadas de impasse”, a operacionalidade do PEAAP consolidará “um trabalho de cooperação entre entidades públicas, municípios e associações locais” e reforça “o compromisso com a sustentabilidade e a valorização das albufeiras do Alqueva e Pedrógão”.

O protocolo de colaboração para a elaboração do Programa Especial das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (PEAAP) vai ser assinado pelos presidentes do conselho diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, do conselho de administração da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), José Pedro Salema, e do conselho diretivo da Associação Transfronteiriça de Municípios do Lago Alqueva (ATLA), Maria Luísa Farinha.

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