Segundo António José Brito, a CIMBAL “terá de ganhar um perfil mais político” e assumir “uma intervenção mais reivindicativa e afirmativa na defesa dos interesses da região, seja junto do Governo ou no quadro das instituições públicas e privadas do país e na Europa”.
“Precisamos de um Baixo Alentejo que seja mais ambicioso e tenha uma agenda clara e assumida” e a CIMBAL “tem de chamar a si essa responsabilidade”, diz o novo presidente, acrescentando que a Comunidade Intermunicipal “tem de ser ‘o motor’, mas, sobretudo, tem de ser ‘o elo’ entre os diferentes concelhos”.
António José Brito refere ainda que a Cimbal “tem de dar força e visibilidade a todo o território, mas também tem de fazer equipa com cada município naquilo que for a sua necessidade e exigência particular”.
“Os municípios, obviamente, são a razão da existência da Cimbal” e os seus presidentes, “dentro das diferentes visões políticas e ideológicas que naturalmente existem, têm de ser capazes de trabalhar em equipa num projeto de desenvolvimento que faça o Baixo Alentejo avançar muito mais e muito melhor”, defende.
Outra prioridade é “acentuar o quadro de lealdade entre todos os municípios do Baixo Alentejo” e “prosseguir o trabalho técnico de coordenação intermunicipal muito positivo desenvolvido nos últimos anos”.
As eleições para o Conselho Intermunicipal da Cimbal decorreram na segunda-feira, com António José Brito (PS), a ser eleito para a presidência deste órgão por maioria, com dez votos favoráveis e três contra.
Como vice-presidentes foram eleitos o socialista Álvaro Azedo, de Moura, e o social-democrata Nuno Palma Ferro, autarca de Beja.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.











