No seu discurso de tomada de posse, o novo reitor disse que o subfinanciamento crónico do ensino superior «condiciona o presente e o futuro das universidades públicas».
«As universidades têm sido chamadas a responder a exigências crescentes. Mais qualificação, mais ciência, mais educação, mais internacionalização, mais inclusão, mais apoio social e mais modernização digital, mas os meios disponíveis nem sempre acompanham de forma estável e suficiente», lamentou.
E «esta realidade é particularmente sensível nas universidades de média dimensão, como a UÉ», ilustrou António Candeias, sublinhando não se tratarem «apenas» de instituições de ensino superior, mas de «âncoras de desenvolvimento regional, coesão territorial e de esperança. São ferramentas indispensáveis para dar resposta aos grandes desafios do país». Por isso, o investimento nas universidades significa «investir num país mais equilibrado, mais qualificado e mais justo».
Aludindo a «um tempo exigente e de mudança acelerada», o novo reitor realçou que «a Universidade de Évora não pode ser espetadora, tem de ser protagonista», pois, «o Alentejo sente muitos destes desafios de forma particularmente intensa».
E deu como exemplo os desafios para a região na área da demografia e envelhecimento, água e desertificação, sustentabilidade e inovação no setor agroalimentar, recursos endógenos e o impacto da cultura no território.
António Candeias admitiu ter um programa ambicioso para os próximos quatro anos, que prometeu que vai aplicar «com método», definindo metas e monitorizando resultados. «Corrigiremos o que tiver de ser corrigido, prestaremos contas à comunidade e, se nos enganarmos, reconheceremos o erro e mudaremos de rumo.»
Já a reitora cessante da UÉ, Hermínia Vasconcelos Vilar, passou em revista os quatro anos do seu mandato, detalhando projetos e dados alcançados pela academia durante a sua liderança.
«A minha preocupação foi sempre ter a porta aberta para todos aqueles que comigo queriam falar e ter a capacidade de escutar», mas «não consegui responder a todas as solicitações e nem sempre decidir de acordo com o que era esperado», afirmou.
Mostrando-se orgulhosa pelo trabalho efetuado, Hermínia Vasconcelos Vilar referiu que deixa «uma instituição com melhores condições» do que aquelas que existiam, «mais forte, reconhecida, articulada com redes internacionais, com oferta acreditada e reconhecida e uma investigação que se consolida e alarga».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












