«Este foi um exercício onde o novo modelo funcionou bem. Houve uma forte articulação entre a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, o município, os membros do Governo e as equipas técnicas, permitindo encontrar soluções para responder às necessidades das populações», afirmou.
Ricard Pinheiro enquadrou a resposta institucional num desafio mais vasto. «Respondermos e adaptarmos o território às alterações climáticas é hoje um desafio fundamental. O que aconteceu entre janeiro e fevereiro de 2026 exigiu uma enorme capacidade de resiliência e uma resposta célere das instituições», declarou.
O presidente da CCDR recordou que, na sequência das intempéries, foram aprovados mais de 90 processos de apoio a habitações particulares, correspondendo a mais de 700 mil euros de investimento, e reiterou o compromisso da comissão em continuar a acompanhar os municípios da região.
«Vamos continuar a manter uma enorme proximidade com as autarquias e com todos aqueles que têm responsabilidades na governação do território do Alentejo, garantindo que as respostas chegam às populações e contribuem para territórios mais resilientes», acrescentou.
As declarações foram proferidas na assinatura do contrato interadministrativo entre a CCDR do Alentejo e o município de Alcácer do Sal que assegura um apoio até 900 mil euros para o realojamento provisório de 17 agregados familiares da Herdade da Barrosinha, afetados pelas cheias.
O contrato financia a aquisição dos módulos habitacionais provisórios e as respetivas ligações às redes de abastecimento de água e saneamento, garantindo condições de alojamento às famílias enquanto decorre a recuperação das suas habitações.










