Odemira/25 – PS procura nova maioria em concelho marcado pela imigração

A imigração, essencial para sectores como a agricultura e a construção civil, mas ainda marcada por precariedade habitacional, exploração laboral e pressão sobre serviços públicos, surge como o tema central das autárquicas em Odemira, onde os seis candidatos à Câmara apresentam soluções distintas para a sua integração.

Num concelho de maioria absoluta do PS, Hélder Guerreiro tenta um segundo mandato, propondo investir em “mais habitação, mais saúde, mais educação e mais mobilidade” para garantir “mais qualidade de vida e acesso de todos aos serviços e ao emprego”.

Segunda força política mais votada há quatro anos, a CDU escolheu Luís Cardoso para o confronto autárquico, candidato que considera a imigração “essencial para a economia” do concelho, alertando para as “condições de vida de muitos imigrantes”, frequentemente marcadas “pela precariedade” habitacional e laboral. Entre os problemas que identifica está “a sobrelotação das casas”, a questão “exploração laboral” e “a pressão sobre serviços públicos”.

Para a cabeça-de-lista do PSD, Ana Cortes, o fluxo migratório “parece estabilizado”, em parte devido às “restrições hídricas que limitam o crescimento agrícola”. A candidata social-democrata sugere “o reforço dos serviços públicos”, o combate às “máfias de mão-de-obra” e a criação de “habitação condigna” para imigrantes residentes e sazonais.

Já Rui Campos Silva, candidato do Chega, considera que a situação “claramente piorou”, alertando para o número de imigrantes que “não estão legalizados, nem registados”, o que, no seu entender, cria “muitos desafios estruturais ao território”.

Fausto Fialho, candidato da coligação BE/Livre, reconhece que a imigração “é um assunto não pacificado”, e apontando responsabilidades à extrema-direita pela “desinformação, discurso xenófobo e de ódio” e ao “descaso dos últimos governos” na melhoria das condições de vida.

Finalmente, a Iniciativa Liberal Iniciativa escolheu Ana Paula Pereira para liderar este combate autárquico. Para a candidata, “não é só a riqueza produzida pelas empresas agrícolas que interessa, mas também a riqueza e postos de trabalho criados por toda [a] rede de pequenas empresas locais, sem esquecer a área da distribuição alimentar”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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