Odemira ativa Plano de Emergência e planeia transferir urgências

A Câmara de Odemira ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, devido a “fortes condicionantes e prejuízos provocados” pelo mau tempo, e planeia transferir as urgências do centro de saúde para evitar inundações.

De acordo com o presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, a decisão de ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, desde as 10h40 de hoje, surge depois de “diversos prejuízos no território” devido ao mau tempo das últimas semanas.

“Agora, com os efeitos cumulativos desta depressão e com a precipitação” que tem caído, o território chegou “a uma situação de limite”, com necessidade “de intervenções no terreno”, refere o autarca, segundo o qual foram já identificadas “mais de 250 de pessoas” que residem em zonas com “risco de isolamento”, devido à subida das linhas de água, existindo igualmente constrangimentos no funcionamento normal das aulas.

“Estamos a tratar com a GNR e com todos os agentes no terreno para que sejam encontradas soluções” de forma a minimizar “o risco para estas pessoas”, afirma, acrescentando que “estão a ser contactadas famílias e IPSS”, caso seja necessário “algum acolhimento urgente”.

Com a subida do Rio Mira, previsto para a tarde de hoje, Hélder Guerreiro disse que as atenções viram-se para o Serviço de Urgência Básico (SUB) do Centro de Saúde de Odemira, que “pode ficar em situação de isolamento”.

Por essa razão, o Município está a articular com a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) “uma transferência preventiva” das urgências “para o salão dos bombeiros” de Odemira.

“Foram também realojadas três pessoas, duas depois de terem ficado isoladas” por “questões de mobilidade” e outra após o desabamento da habitação, em São Martinho das Amoreiras.

Há muitas pessoas em zonas, em que as estradas estão cortadas ou com constrangimentos, e outras “em linhas de água que estão a subir bastante”, assegurou o autarca, dando o exemplo de Corte-Brique e de Luzianes-Gare, onde “a água já entrou pelos quintais”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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