Odemira recebe escola de verão intercultural para jovens dos 10 aos 18 anos

Teatro, cinema, música e dança são algumas das propostas do programa para jovens de diferentes culturas que o projeto artístico Novo Bowing promove entre os dias 15 e 19 deste mês, em Odemira.

A iniciativa Summer Bowing é promovida pela cooperativa cultural Lavrar o Mar, sediada em Aljezur, e vai decorrer na Casa Novo Bowing – Centro para as Relações Planetárias, em Odemira, destinando-se a jovens dos 10 aos 18 anos. «Mais do que uma escola de verão convencional, a Summer Bowing procura criar experiências de imaginação, autonomia, criação coletiva e encontro intercultural», explicou a cooperativa, sublinhando que a iniciativa se afirma como «uma experiência de encontro entre jovens com origens, referências e sensibilidades distintas, valorizando a convivência, a escuta e a criação artística enquanto ferramentas de aproximação humana» num território marcado pela diversidade cultural e pela presença de comunidades migrantes.

Ao longo da semana, os participantes poderão explorar atividades ligadas ao teatro, cinema, música, dança, barro, desenho, cozinha e criação coletiva, «num ambiente aberto e colaborativo, onde cada participante pode encontrar a sua própria forma de participar». O programa inclui experiências como inventar personagens, realizar pequenos filmes, criar playlists para a casa, modelar criaturas em barro, cozinhar em conjunto, entrevistar pessoas, construir objetos, dançar, escrever ou simplesmente conversar e partilhar tempo em comum.

A iniciativa termina a 21 de junho com o Dia Aberto ao Planeta #9, evento promovido regularmente pela Lavrar o Mar, que nesta edição funcionará também como momento de partilha pública da escola de verão, abrindo a Casa Novo Bowing a amigos, vizinhos e curiosos.

O Novo Bowing é um projeto artístico e social da Lavrar o Mar que visa promover a integração através da arte, «fortalecendo os laços entre as comunidades oriental e ocidental do concelho de Odemira». Apoiado pelo programa operacional Alentejo 2030 e cofinanciado pela União Europeia, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Câmara de Odemira, o projeto é coordenado por Madalena Victorino e assenta em três eixos: o desenvolvimento de práticas artísticas como ferramenta de inclusão no contexto escolar, a dinamização de atividades culturais que promovem o diálogo intercultural, e a capacitação da população migrante para a inclusão laboral e social.

Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: D.R.

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