Segundo uma nota de imprensa divulgada pelos promotores da iniciativa, a petição, com oito mil assinaturas, invoca a “relação histórica da população de Setúbal e de grande parte da Península de Setúbal” que frequentava as praias de Tróia, bem como os “preços incomportáveis” fixados pela Atlantic Ferries, empresa concessionária dos transportes fluviais entre Setúbal e Troia.
“A flagrante desigualdade no direito de acesso ao transporte público por parte das populações de Setúbal e concelhos limítrofes de Tróia, Alcácer do Sal e Grândola, face ao que acontece na restante Área Metropolitana de Lisboa (AML)”, é outro argumento apresentado pelos promotores.
Deste debate, referem, “esperamos o posicionamento claro e inequívoco para a resolução deste assunto, tomando uma decisão em benefício do interesse dos milhares de cidadãos utentes deste serviço, que são privados, por discriminação e penalização financeira, do acesso a Tróia”.
Os promotores da petição pública lembram ainda que há “duas correntes de opinião entre os diversos representantes partidários sobre os tempos de intervenção nesta matéria, uma que defende ser tratada já a inclusão da travessia no Passe Navegante e outra que considera que esta inclusão seja tratada ao mesmo tempo da renovação do contrato de concessão que termina em 2027”.
A petição deverá ser apreciada a partir das 10h00 de sexta-feira em reunião plenária da Assembleia da República.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Carlos M. Almeida/Lusa/Arquivo











