Onda de calor de maio é a terceira mais longa de que há registo em Portugal

A onda de calor iniciada a 20 de maio é a terceira mais longa de que há registo em Portugal, com 9,3 dias de duração média, e originou 25 novos recordes de temperatura máxima do ar, segundo um balanço do IPMA.

Em termos de número de dias médio, este episódio é o terceiro mais longo desde que há registos, sendo que a onda de calor mais longa ocorreu em 1964, com 9,7 dias. Quanto à magnitude média — que mede a intensidade e a extensão do desvio térmico —, este episódio classifica-se como o segundo maior, tendo o valor mais elevado sido registado em 1965.

Com base na informação mais recente, dez estações meteorológicas automáticas da rede do IPMA mantinham-se em onda de calor, concentrada nas regiões norte e centro interior e no Alentejo, com o litoral a ser a única zona a ficar fora do fenómeno.

Dos 25 novos máximos de temperatura máxima do ar registados, um ocorreu no dia 26 de maio, três no dia 28 e os restantes no dia 27. As estações de Trancoso e Macedo de Cavaleiros ultrapassaram recordes pela segunda vez este mês.

Foi ainda registado um novo extremo absoluto de maio em Mora, onde o termómetro atingiu os 40,3°C, superando o anterior recorde de 40°C registado no Pinhão. A estação de Alvega, em Abrantes, também ultrapassou esse mesmo valor.

Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: D.R.

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