Orçamento da Câmara de Santiago cresce 1,5 milhões e marca novo ciclo político

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém aprovou um orçamento de 55,9 milhões de euros para 2026, mais 1,5 milhões de euros face ao deste ano, num documento que o executivo considera marcar o início de um novo ciclo político e de governação local.

O documento tem “como eixo central o alinhamento da estratégia municipal com as aspirações da população e os compromissos assumidos pelo novo executivo camarário”, refere fonte autárquica, acrescentando que os documentos previsionais foram aprovados por maioria, com os votos a favor dos três eleitos do movimento Somos Todos Cidadãos – STC e a abstenção dos três vereadores da CDU (PCP/PEV) e da eleita pelo Chega.

De acordo com o presidente da Câmara, Bruno Gonçalves Pereira, o orçamento reflete prioridades claras do atual Executivo, como o reforço das verbas destinadas às juntas de freguesia, para promover “uma maior autonomia local”, e às quatro corporações de bombeiros do concelho.

O aumento dos apoios às associações culturais e desportivas, abrangendo coletividades, atletas individuais e iniciativas no âmbito do desporto, está igualmente entre as apostas.

No que respeita aos grandes investimentos considerados estruturantes, o orçamento contempla o desenvolvimento dos projetos das Piscinas Municipais de Vila Nova de Santo André, do Espaço Multiúsos em Cercal do Alentejo, do Auditório de Vila Nova de Santo André, bem como a reparação e requalificação da Estrada Municipal 555, que liga São Domingos a Cercal do Alentejo.

Para o autarca, “trata-se de um orçamento equilibrado, construído a partir das propostas apresentadas pelas várias divisões municipais”.

“Foram apenas retiradas algumas despesas que poderão ser ajustadas aquando da consolidação do saldo, prevista para março [de 2026], ou integradas nos orçamentos de 2027 e 2028, sem prejuízo para as populações”, acrescentou Bruno Gonçalves Pereira, reconhecendo que o Município “enfrenta dificuldades no recrutamento de recursos humanos”, fator que “condiciona a execução de novos projetos”.

“Gostaríamos de fazer mais, mas vamos crescer ao ritmo que a câmara consegue dar resposta. Encontrámos as contas municipais numa situação de estabilidade, o que favorece a concretização do trabalho, e iremos apostar fortemente em projetos suscetíveis de financiamento externo”, assinalou.

O valor dos impostos para 2026 já tinha ficado definido pelo anterior Executivo liderado pela CDU, nomeadamente o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que passou de 0,31% para 0,30%, atingindo a taxa mínima (o máximo previsto na lei é 0,45%).

Para 2026, foi igualmente aprovada a manutenção da taxa de derrama, fixada em 1,5% sobre o lucro tributável, e a isenção deste imposto a todas as empresas com lucros iguais ou inferiores a 150 mil euros, assim como dos 5% no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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