Orçamento de Gavião mantém valor e aposta na habitação e zona industrial

A Câmara Municipal de Gavião aprovou por unanimidade o orçamento para 2026, no valor de cerca de 11,1 milhões de euros, um montante idêntico ao deste ano, com aposta na habitação, na criação de uma nova zona industrial e na manutenção da carga fiscal nos limites mínimos legais.

O documento foi aprovado com os votos a favor dos quatro eleitos do PS e um do PSD.

O presidente da autarquia, António Severino, que está a cumprir o primeiro mandato, diz que o orçamento vai servir para “continuar a melhorar a qualidade de vida” das populações, assentando também a sua aposta na habitação e na construção de uma nova zona industrial.

No âmbito da Estratégia Local de Habitação, a Câmara vai adquirir terrenos para criar um novo loteamento urbano, após um outro loteamento ter sido já ocupado. Em breve será lançado um concurso público para a reabilitação de sete habitações que a autarquia adquiriu no concelho, num investimento de um milhão de euros.

Outra prioridade será a aquisição de terrenos junto ao nó da Autoestrada A23, na freguesia de Belver, para a construção de uma nova zona industrial. “Vamos criar uma nova zona industrial, uma vez que a que temos também já está completa”, diz António Severino.

Além de continuar a desenvolver projetos noutras áreas, como o desporto, cultura e o turismo, a autarquia está nesta altura a concluir a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).

“Este é o orçamento possível derivado também a alguns constrangimentos que temos, uma vez que temos poucas receitas próprias”, lembra o autarca.

Em matéria de impostos, a Câmara não cobra Derrama e decidiu manter a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos em 0,30%, enquanto a taxa de participação no Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS) será devolvida aos habitantes do concelho no valor máximo permitido por lei (5%).

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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