Ovibeja arranca hoje, este ano com o vinho como tema central

O setor dos vinhos, e as «grandes dificuldades» que enfrenta, vai estar em destaque na 42.ª edição da feira agropecuária Ovibeja, que arranca esta quarta-feira, com a presença de cerca de mil expositores.

Organizado pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul, o certame decorre até dia 03 de maio, no Parque de Feiras e Exposições Manuel Castro e Brito, em Beja, sob o tema central Vinho à Prova.

«A ideia surgiu do facto de o Baixo Alentejo ter sido considerada Cidade Europeia do Vinho pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV)» e «chegámos à conclusão que fazia todo o sentido trazer o tema do vinho para a Ovibeja», explica o presidente da ACOS, Rui Garrido

Lembrando tratar-se de «um setor que atravessa grandes dificuldades», o presidente da ACOS diz ser «importante trazer [este tema] para reflexão através de várias iniciativas que vão acontecer na Ovibeja», entre as quais um colóquio com a presença do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

Também o Pavilhão dos Sabores terá «um conceito diferente», sendo «exclusivamente dedicado ao vinho e ao azeite, com uma zona central para provas abertas aos visitantes, com uma calendarização diária».

O ministro da Economia não será o único membro do Governo a marcar presença na 42.ª edição da Ovibeja, que conta na inauguração com o ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes. Para amanhã está agendada a realização da reunião semanal do Conselho de Ministros no recinto da feira.

Também o Presidente da República, António José Seguro, «manifestou interesse em vir à Ovibeja, só ainda não está confirmado o dia em que virá», revelou Rui Garrido.

Com cerca de mil expositores representativos de vários setores de atividade, a Ovibeja tem este ano como região convidada as Terras de Trás-os-Montes, que marca presença com vinhos, enchidos, azeite, artesanato e os tradicionais caretos de Podence e pauliteiros de Miranda.

«É uma região que tem muitas semelhanças connosco, nomeadamente a Terra Quente Transmontana, com clima mediterrânico, onde também têm olival e amendoal, por exemplo. São zonas do interior, algumas delas, provavelmente, com mais problemas de interioridade do que nós», sublinha o presidente da ACOS.

A pecuária volta a ter forte expressão na «grande feira do Sul», com a presença, no pavilhão dedicado ao setor, de cerca de 400 exemplares de diversas raças autóctones.

A feira conta com o Espaço Aprender Mais, dinamizado pela ACOS e diferentes parceiros, dirigido aos mais novos, e que integra uma quinta pedagógica, com iniciativas e a presença de animais, além de uma horta e «muitas surpresas com tarefas ligadas ao campo e à ruralidade».

Provas equestres e mostras de cães são outros dos destaques do programa, além da exposição e venda de produtos agroalimentares, artesanato, máquinas e equipamentos agrícolas, stands institucionais e animação de rua.

A «banda sonora» do evento inclui atuações de Os Vizinhos e DJ João Melgueira (esta quarta-feira), Nininho Vaz Maia e DJ Ana Isabel Arroja (quinta-feira), Mariza e DJ Diego Miranda (sexta-feira), e Átoa e Kura (sábado), a partir das 23h00.

O programa inclui ainda a atuação de grupos de música e cantares regionais, dança e eventos culturais, com o tradicional Encontro do Cante, que contará com «mais de 600 cantadores da diáspora provenientes da zona da grande Lisboa».

A gastronomia está presente em vários espaços da feira, desde a zona de restaurantes de carnes certificadas a uma tenda gastronómica com produtos regionais, bares de petiscos, street food e venda direta.

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