O projeto, intitulado Robotics Knowledge Transfer Lab (ROBO-KNOT), engloba um total de 12 parceiros, oriundos de sete países da União Europeia, incluindo Portugal, que tem envolvidos o PACT e a Universidade Lusófona.
A iniciativa, com a duração de 36 meses, é financiada pelo programa Horizonte Europa – ERA Talents e dispõe de um orçamento total de três milhões de euros.
António Martins, gestor de projetos do PACT, explica que o ROBO-KNOT iniciou-se em setembro e, na prática, traduz-se numa “parceria entre parques de ciência e tecnologia, universidades e associações do sector”.
“O objetivo” – revela – “é que as universidades possam enviar para os parques de ciência e tecnologia investigadores universitários na área da robótica que estejam a desenvolver alguns projetos que possam interessar a empresas das regiões parceiras”.
No caso do Alentejo, segundo António Martins, “as universidades da Eslovénia e da Grécia vão enviar para o PACT investigadores em quatro áreas-chave” que foram definidas e serão identificadas “empresas onde esses investigadores poderão desenvolver as tecnologias”.
No âmbito do projeto, “os investigadores vão poder passar para as empresas do Alentejo as aplicações mais académicas que têm em mãos na área da robótica”.
Aeronáutica, agroalimentar, energias renováveis e descarbonização e saúde digital foram as quatro áreas de interesse listadas pelo PACT para integrarem o projeto europeu, para as quais os investigadores que forem para o parque de ciência alentejano terão de ter respostas ao nível da robótica.
“São prioridades que, grosso modo, correspondem às áreas estratégicas do próprio PACT”, refere António Martins, acrescentando que o Parque está “na fase de identificação de empresas” que integrem o projeto e na “seleção dos investigadores que virão” para a região, prevendo que, “a partir de abril ou maio, possam começar os primeiros acolhimentos”.
O ROBO-KNOT envolve ainda o intercâmbio de pessoal técnico dos parques de ciência e tecnologia para intercâmbio de conhecimento e troca de experiências.
“Vamos receber pessoal de outros parques, para verem como trabalhamos e o que se faz no ecossistema onde o parque está implantado, como é o caso do nosso Sistema Regional de Transferência de Tecnologia”, que abrange a região do Alentejo”, sublinha.
O projeto, liderado pelo European Institut of Inovation and Techonology – EIT Digital (Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, em português), pretende aproximar os setores académico e empresarial através da mobilidade de profissionais da área de Investigação e Inovação (I&I), de acordo com o PACT.
A iniciativa insere-se na Agenda Política do Espaço Europeu de Investigação (ERA), promovida pela Comissão Europeia, e quer tornar as carreiras científicas mais atrativas e sustentáveis em países como Portugal, assim como consolidar redes de conhecimento, promover parcerias e fortalecer a competitividade científica e tecnológica a nível europeu.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











