A mostra reúne imagens captadas ao longo de cerca de duas décadas e integra-se simbolicamente nas comemorações do Dia Internacional da Mulher. A exposição pode ser visitada diariamente entre as 9h30 e as 13h00 e das 14h00 às 17h00.
As fotografias apresentadas traçam um retrato da condição feminina em diferentes contextos culturais, sociais e económicos de várias geografias do mundo.
Influenciado pela obra de Ansel Adams, Henri Cartier-Bresson e Sebastião Salgado, Luís Nogueira desenvolveu, desde a década de 1970, um percurso marcado pela fotografia a preto e branco, pela atenção ao detalhe humano e por uma abordagem frequentemente próxima da fotografia de rua e do registo documental.
Na exposição “Ser Mulher”, o autor apresenta “retratos de mulheres jovens e idosas, mães, amantes e companheiras, captadas em momentos do quotidiano ligados à família, ao trabalho e ao lazer”.
“Apesar das diferenças culturais e geográficas” – explica o Município de Reguengos, que organiza a exposição – “as imagens revelam realidades sociais e económicas muitas vezes marcadas por desigualdades profundas”.
A exposição em Monsaraz chama ainda a atenção para “a persistência da desigualdade de género em grande parte do mundo, agravada em determinados contextos e minorias étnicas por limitações severas à liberdade e aos direitos das mulheres”.
Ainda de acordo com a organização, “independentemente das suas origens, as mulheres retratadas partilham uma condição comum: ser mulher”.
Os trabalhos de Luís Nogueira integram coleções públicas e particulares e têm sido apresentados em diversas exposições individuais em espaços de referência em Portugal.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Luís Nogueira/D.R.












