A barragem começou domingo a descarregar e deverá parar esta terça-feira, de acordo com a previsão do diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado, Ilídio Martins, sublinhando tratar-se de “uma descarga muito leve, porque parou de chover e não há um rio consistente que consiga abastecer” a barragem.
Segundo os dados divulgados pela associação, com sede em Alvalade do Sado, a albufeira Monte da Rocha registou um volume de armazenamento de 100,1%, equivalente a quase 102,9 milhões de metros cúbicos (m3) de água. Desde 2011 que tal não sucedia.
Também as restantes quatro barragens geridas pela associação (Campilhas, Fonte Serne, Migueis e Monte Gato) registavam volumes de armazenamento de 100%.
Nesse âmbito, a Associação de Regantes está a articular com a Agência Portuguesa do Ambiente a criação de condições para que estas albufeiras possam vir a “encaixar” alguma água nos próximos dias.
“Como agora estamos numa fase de enxuga dos terrenos, não convém jogar mais água no meio hídrico. E como não temos nenhuma previsão, pelo menos até o fim do mês, de nenhuma frente nova [de chuva], vamos começar a planear então esse encaixe”, diz Ilídio Martins..
A albufeira do Monte da Rocha serve o abastecimento público nos concelhos de Ourique, Almodôvar e Castro Verde, assim como parte dos de Mértola e Odemira, assegurando ainda o abastecimento a 1.800 hectares (ha) agrícolas nos concelhos de Ourique e Santiago do Cacém, no âmbito do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.
Há cerca de um ano, em 28 de janeiro de 2025, esta barragem era das que apresentava menor volume de armazenamento de água em Portugal, com apenas 13% da sua capacidade máxima.
De momento, decorrem as obras de ligação do Monte da Rocha ao Alqueva, através da barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, num investimento de quase 30 milhões de euros lançado em 2024 e que inclui também a criação do Bloco de Rega de Messejana.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Manuela Gamito/Facebook












