O homem, de 42 anos, e a mulher, de 39, foram detidos na sequência da emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito e presentes a primeiro interrogatório judicial. De acordo com o MP, os arguidos vivem como marido e mulher pelo menos desde 2021 e «traçaram um plano para exigirem a pessoas vulneráveis, em função da sua condição económica, quantias monetárias avultadas, com uma periodicidade mensal, e por vezes mais do que uma vez por mês».
«Resulta fortemente indiciado que os arguidos, sabendo as datas em que as vítimas recebem os rendimentos, pensões, subsídios e abonos, perseguem, intimidam e ameaçam-nas com vista à entrega das quantias monetárias», refere o MP.
As vítimas eram obrigadas a deslocar-se a caixas multibanco para lhes entregar o dinheiro, «muitas vezes sob ameaça de paus, facas e, inclusive, uma arma de fogo».
Os suspeitos chegaram mesmo, «por mais que uma vez», a entrar nos veículos das vítimas, «circulando com estas para as obrigarem a entregar-lhes dinheiro». Noutras ocasiões, acrescenta a mesma fonte, perseguiram-nas «pela rua, em espaços públicos, em estabelecimentos de saúde, e até nas instalações da Polícia de Segurança Pública».
Nas buscas domiciliárias foram apreendidos, entre outros bens, diversos artigos em ouro avaliados em 12.900 euros, 4.230 euros em notas, 13 contratos de mútuo com penhor — ou seja, empréstimos obtidos contra a entrega de bens como garantia — no valor total de 75.470,36 euros e quatro automóveis, dois deles de alta cilindrada.
O inquérito corre termos na Secção de Inquéritos do Juízo Local Criminal de Elvas e está sujeito a segredo de justiça.










