PCP acusa Governo de usar CCDR do Alentejo como “correia de transmissão”

A Direcção Regional do Alentejo do PCP diz que CDDR do Alentejo se transformou numa "correia de transmissão do Governo". Em causa a nomeação de cinco vice-presidentes, que tomam posse esta segunda-feira.

A Direcção Regional do Alentejo do PCP considera que o processo de constituição do Conselho Directivo da CDDR Alentejo ficou marcado pelo “desrespeito para com os órgãos de poder local e outras instituições da região” e por uma lógica de partidarização das nomeações.

Em comunicado, os comunistas afirmam que o processo foi negativamente influenciado pelas alterações à orgânica das CCDR decididas pelo Governo PSD/CDS, “em articulação com o Partido Socialista”, bem como pelo “negócio” entre PSD e PS em torno da eleição dos presidentes e vice-presidentes.

Para o PCP, a constituição do novo Conselho Diretivo “representa um passo adicional na governamentalização da CCDR e na sua utilização para alimentar clientelas, interesses económicos e ambições partidárias e pessoais”, factos que considera “bem visíveis não só na forma como foi eleito o presidente da CDDR como na nomeação dos vários vice-presidentes onde prevaleceram critérios quase exclusivamente de sectarismo partidário”.

Os comunistas sustentam ainda que “fica ainda mais claro o objetivo de utilizar as CCDR’s como correias de transmissão do Governo, instrumentos de centralização de poder de decisão sobre políticas regionais e atribuição de verbas, com um funcionamento opaco e desprovido de escrutínio”, situação que consideram “ainda mais propicio à tentativa de imposição de mecanismos de dependência e, por conseguinte, à promiscuidade entre o poder económico e o poder político”.

No mesmo documento, o PCP reafirma a sua posição histórica sobre a organização administrativa, defendendo que “o que o país e a região Alentejo precisam não é de estruturas burocráticas, totalmente dependentes do poder central, constituídas à margem da discussão e participação democrática e do papel das autarquias locais, mas sim da concretização da regionalização e instituição das regiões administrativas, conforme previsto na Constituição da República”.

A criação de regiões administrativas, acrescenta, permitiria dotar o território de “órgãos eleitos democraticamente pelas populações que garantam uma política regional de proximidade, eficiente e adequada à realidade de cada região, em articulação com as autarquias locais”.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

Uma resposta

  1. Eu não me interessa o clubismo partidario, nem acho que a regionalização venha trazer qualquer vantagem para a Região… o k julgo ser importante é k os nomeados para os cargos ponham o Alentejo à frente de qualquer interesse, e k esta Região se desenvolva em todos aspectos, sociais, económicos, etc…

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