Fonte do PCP sustenta que «as acessibilidades que continuam a isolar [o distrito] são geralmente motivo de propaganda e anúncios formais, mas continuam sem sair do papel».
Entre as principais críticas, os comunistas destacam a situação da ferrovia. «A eletrificação da Linha do Leste e a modernização do material circulante, o aumento de ligações e melhoria de horários e a recuperação das estações continuam a estar apenas na nossa necessidade».
Também ao nível das ligações rodoviárias, o partido aponta múltiplos atrasos. «As necessárias, reclamadas e prometidas vias rodoviárias que nos garantam a ligação entre a A6 e a A23, a ligação segura entre Portalegre e Elvas, a finalização do IC 13 em toda a sua extensão e o fim do isolamento de vários concelhos continuam a não ser mais nada que instrumentos de propaganda», lê-se no documento.
O PCP refere ainda a ligação entre regiões como uma prioridade por cumprir, designadamente «a ligação Alentejo/Beiras/Extremadura através da ponte Nisa-Cedillo continua por concretizar».
Sobre o empreendimento do Pisão, o partido admite avanços, mas com reservas. «O retomar das obras no Pisão é uma situação que se saúda, mas que não nos permite esquecer as décadas de espera pelo seu início e as recentes trapalhadas que foram travando a prossecução da obra», sublinha.
Os comunistas criticam também anúncios recentes do Governo, acusando o Executivo liderado por Luís Montenegro de «persistir nas operações de animação com propaganda e alguns anúncios, como o da instalação no distrito do campo de tiro que vai ter que sair de Alcochete», considerando que se trata de uma situação «anunciada de forma atabalhoada».
O PCP acusa ainda o Governo de falta de resposta a outras áreas. «Não encontram tempo e vontade para resolver as situações a que, no distrito de Portalegre, deixaram chegar os tribunais e os agentes da justiça», critica.
E lembra que se mantêm «em situação de abandono espaços como o Instituto de Reintegração de Vila Fernando ou o espaço Robinson e o Núcleo Museológico, onde apodrecem muitos milhares de euros de dinheiro público».












