Em campanha no concelho, tradicional bastião comunista até 2021, Paulo Raimundo afirmou que as eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro, mas que, se dependesse da CDU, podiam ser “já amanhã”.
“Tanta é a ansiedade e a vontade que temos de travar este percurso que está a pôr este concelho para trás, de travar este marasmo a que o PS votou esta população, de travar a maior especialidade do PS nestes quatro anos, que é inaugurar a obra que nós deixámos em andamento”, acusou.
O dirigente comunista considerou que o mandato socialista em Mora ficou marcado por duas ideias: “a enorme desilusão de quem se deixou iludir pela conversa, pelo canto da sereia, por aquilo que ia tudo acontecer e, depois, nada aconteceu” e “a ideia de paragem”.
“A este povo, este concelho, estas populações, já não basta aquilo que é a grande ofensiva das políticas governamentais que atacam estas terras, estas vidas… Já não basta isso, ainda acrescentam mais: uma paragem na vida do concelho”, disse.
Paulo Raimundo garantiu que o projeto da CDU é para “pôr Mora novamente no caminho certo: no caminho do avanço, no caminho das soluções e no caminho das populações”.
Dirigindo-se às dezenas de pessoas presentes, pediu que usem “a vontade de retomar o caminho do trabalho que foi interrompido” e a “boa ansiedade” para mobilizar o voto, incluindo de quem apoiou outras forças políticas. “Mesmo aqueles que por esta ou aquela razão votaram na chamada mudança que o PS queria impor, sabem que é aqui que está a força, a coerência, porque sabem e conhecem esta gente, sabem que é gente séria, honesta, que a única coisa que motiva é servir a população e nunca se servir da população.”
Já o candidato da CDU à Câmara de Mora, Luís Simão, que liderou o Município entre 2013 e 2021, disse que o objetivo é reconquistar a autarquia e vencer em todas as freguesias. Recordou que, em 45 anos de governação comunista, houve “em todos os mandatos, obra em todo o lado”, mas que “ao 46, isto correu mal”.
“E correu mal porque, de facto, perdemos a Câmara. Isto era impensável aqui há uns anos, mas aconteceu e, já que aconteceu, permitam-me que diga, foram os quatro anos piores do poder local democrático no nosso concelho e hoje praticamente toda a gente da população reconhece isto”, afirmou.
Luís Simão acusou ainda o PS de ter gerido os recursos humanos de forma “desastrosa” e de ter deixado que a “atividade operária reduzisse completamente”. Em contrapartida, garantiu que a CDU quer “continuar a construir um concelho diferente, diferenciado, como sempre foi” e prometeu disponibilizar terrenos a preços controlados para que os jovens possam construir habitação.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.











