Em comunicado, a Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP lembra que a construção do IP8 entre Sines e Vila Verde de Ficalho «com perfil de autoestrada sem portagens» constitui «aspiração antiga da população da região».
Os comunistas recordam que, em 2007, o PS anunciou o lançamento do concurso para a concessão do Baixo Alentejo visando a construção do IP8 entre Sines e Beja e que, em 2010, «foi iniciada a construção de troços da denominada A26, com abertura ao tráfego prevista para 2012».
Segundo o partido, «entretanto o governo do PSD/CDS veio a suspender o processo e alterar o âmbito da concessão, tendo sido construído um troço entre a A2 e a Malhada Velha aberto ao trânsito em junho de 2020».
«Passados 19 anos do anúncio do concurso de concessão e seis anos da abertura do troço de ligação à A2 são agora abertos dois pequenos troços com quatro vias com a construção das variantes a Beringel e Figueira dos Cavaleiros», sublinha a DORBE.
O partido admite que a abertura das variantes «se traduz num avanço que beneficia as populações e a região», mas acrescenta que não pode «deixar de referir» o distanciamento face à reivindicação de fundo.
Também as intervenções de beneficiação previstas nos troços em causa — que, segundo o PCP, «deviam ser uma obrigação permanente da Infraestruturas de Portugal» — «não podem ser considerados no âmbito do que deve ser um verdadeiro IP – Itinerário Principal».
«Com responsabilidades partilhadas entre quem nos tem governado de forma alternada (PSD/CDS e PS)», o executivo da DORBE do PCP denuncia o que classifica como «amanobras de propaganda que se sucedem em torno desta aspiração popular» e apela «à população da região e a todos os que entendem que o caminho a percorrer para a melhoria das acessibilidades deve ser outro, a continuar com a luta por tal objetivo».










