PCP exige apoios imediatos às vítimas da enxurrada em Portalegre

O PCP de Portalegre exigiu ao Governo medidas de apoio imediato às vítimas da enxurrada que atingiu a cidade, defendendo compensações pelos prejuízos, obras urgentes de contenção e estabilização de solos e um plano eficaz de ordenamento do território, após os danos provocados pelo "mar de lama" proveniente da Serra de São Mamede.

Em comunicado, a Comissão Concelhia de Portalegre do PCP expressa “total solidariedade” para com os habitantes da cidade.

“Embora, felizmente, não se registem vítimas, os prejuízos nas habitações, infraestruturas, viaturas e redes viárias são profundos e exigem uma resposta célere, clara e organizada por parte do Governo PSD/CDS”, acrescenta.

O PCP defende o “apoio imediato e incondicional” a todas as famílias afetadas, bem como “compensações justas” pelos prejuízos existentes e o “investimento urgente” em obras de contenção e estabilização de solos.

E reclama ainda a implementação por parte do Governo de “um plano de avaliação e efetivo” ordenamento do território, que permita a “estabilização continuada” dos solos e, ao mesmo tempo, a garantia de “condições seguras e dignas” de habitabilidade.

Esta situação ocorrida em Portalegre danificou 52 automóveis, causou danos em habitações e em empresas, principalmente na Avenida de Santo António, paralela ao hospital.

Para os comunistas, estes efeitos da depressão Leonardo “expuseram fragilidades que já vinham de trás”. E, “mais do que uma “fatalidade”, o ocorrido na cidade alentejana reflete a “negligência histórica” dos sucessivos governos quanto ao ordenamento do território e à prevenção de riscos naturais.

“Expõe a falta de investimento público na região e a tomada de medidas que contribuam realmente para a melhoria das condições de vida das populações”, acrescenta o PCP.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa

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