Em comunicado, assinado pelo presidente da Câmara de Castelo de Vide, Nuno Calixto, o Município refere que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) “foi devidamente contactada e [se encontra] a par da situação”, acrescentando já terem sido recolhidas amostras de água “para análise pelas entidades competentes”.
O Município também já mobilizou meios da autarquia para o local, com o objetivo de “avaliar o sucedido e implementar as primeiras medidas consideradas necessárias”.
“A Câmara Municipal continuará a acompanhar o caso de forma rigorosa, de modo a determinar a causa concreta do incidente, seja esta relacionada com fatores naturais, como eventuais alterações na qualidade da água ou com causas externas, incluindo possíveis descargas poluentes”, refere a mesma fonte.
Também em comunicado, a APA revelou que “não foi detetado qualquer foco de descarga” de águas residuais ou contaminação nas imediações do local onde surgiram peixes mortos.
A APA indica ainda que se constatou que os peixes que apareceram mortos na Barragem de Póvoa e Meadas, eram “essencialmente de uma única espécie, exótica, e de dimensões semelhantes”.
De acordo com o comunicado, e no âmbito do cumprimento das suas competências e atribuições na área dos recursos hídricos, a APA “encontra-se a acompanhar a situação, quer no terreno, quer através da realização de análises laboratoriais às amostras de água recolhidas, no intuito do despiste das razões desta ocorrência”.
“Conforme procedimento estabelecido, serão recolhidos alguns peixes para entrega, no mais curto espaço de tempo, em laboratório especializado”, acrescenta.
A Barragem de Póvoa e Meadas garante o abastecimento público de água aos concelhos de Nisa, Gavião, Ponte de Sor, Crato, Alter do Chão, Fronteira, Avis e Sousel. Além desta componente, a albufeira conta com um papel importante no setor do turismo de natureza na região.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.











