Pelotão de 140 ciclistas arranca hoje, em Sines, para a 43.ª Volta ao Alentejo

A 43.ª Volta ao Alentejo em Bicicleta começa esta quarta-feira, com partida em Sines e cinco etapas até domingo, mobilizando 140 ciclistas de 20 equipas ao longo de 25 concelhos, com final marcado para Évora.

A “Alentejana” arranca com uma das principais novidades da edição de 2026: a organização passa a estar a cargo da Federação Portuguesa de Ciclismo. Ao longo de cinco dias, o pelotão percorre quatro sub-regiões alentejanas, num traçado que combina etapas para velocistas, um contrarrelógio decisivo e uma chegada em alto na serra de São Mamede.

A primeira etapa liga Sines a Almodôvar, numa distância de 173 quilómetros, sendo a mais longa da prova. A partida está marcada para as 12h10, na avenida General Humberto Delgado. Apesar da extensão do percurso, o perfil da tirada aponta para um final ao sprint, com os velocistas a surgirem como principais candidatos à vitória e à primeira liderança da classificação geral.

Neste primeiro dia estará também em disputa a primeira camisola da montanha, com uma contagem de quarta categoria, além de duas metas volantes que atribuem pontos para a classificação por pontos. Em jogo estarão ainda as classificações da juventude e restantes classificações secundárias.

No segundo dia, o pelotão parte de Ferreira do Alentejo, novamente às 12h10, rumo ao castelo de Montemor-o-Novo, ao longo de cerca de 162 quilómetros. A etapa deverá voltar a favorecer os homens rápidos, embora o final técnico, com os últimos 400 metros em ligeira subida e em empedrado, possa introduzir incerteza na luta pela vitória.

A terceira etapa marca um momento decisivo para a classificação geral, com a realização de um contrarrelógio individual no Crato, com 23,2 quilómetros. O percurso, maioritariamente plano, favorece os especialistas, mas será também a primeira grande oportunidade para os candidatos à vitória final ganharem tempo entre si.

A quarta etapa, no sábado, é apontada como a etapa rainha da competição. A ligação entre Vila Viçosa e a serra de São Mamede, em Portalegre, inclui um percurso inicialmente acessível, mas com dificuldades concentradas na parte final. Após duas contagens de montanha de segunda categoria, os corredores enfrentam a subida final de primeira categoria, com meta instalada a mais de mil metros de altitude.

Esta chegada em alto deverá ser determinante para a definição da classificação geral e pode deixar praticamente decidido o vencedor da camisola amarela.

A quinta e última etapa liga Moura a Évora, sem dificuldades montanhosas relevantes, o que poderá favorecer novo desfecho ao sprint. Ainda assim, a aproximação à meta apresenta características técnicas que podem provocar cortes no pelotão antes da consagração final, na Praça do Giraldo.

Ao todo, são 140 os ciclistas inscritos nesta edição, representando 20 equipas. Entre os nomes que marcam a história recente da prova está o britânico Noah Hobbs, vencedor da última edição, que entretanto subiu ao escalão World Tour, onde compete ao serviço da EF Education-EasyPost.

A Volta ao Alentejo mantém-se como uma das principais provas do calendário nacional, combinando exigência competitiva com forte ligação ao território, numa edição que volta a percorrer grande parte da região até à chegada final em Évora.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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