Peste Suína aproxima-se de Portugal após foco detetado na Catalunha

A confirmação de casos de Peste Suína Africana (PSA) em javalis no Parque Natural de Collserola, às portas de Barcelona, levou Espanha a mobilizar centenas de operacionais para conter o surto e motivou as autoridades portuguesas a reforçarem de imediato as medidas de segurança, perante o risco de chegada da doença ao território nacional.

A deteção do foco na Catalunha levou à mobilização de 117 elementos da Unidade Militar de Emergências, e de outros 300 efetivos da polícia regional, da Proteção Civil e Guardas Florestais, que estão no terreno em trabalhos de controlo, captura de animais e desinfeção.

Segundo o governo regional da Catalunha, a hipótese mais provável neste momento é que a PSA – que foi confirmada em javalis selvagens encontrados mortos no parque de Collserola – tenha chegado ao local “por estrada”, num enchido contaminado, provavelmente dentro de uma sandes abandonada nas imediações.

“É muito cedo para saber qual é a origem do foco de peste suína africana. Ainda assim, a possibilidade de que o vírus venha do abandono de um enchido contaminado numa sandes é muito alta. O foco foi detetado numa zona onde circulam muitos camiões e onde há áreas de serviço. A possibilidade de que um javali tenha ingerido comida infetada é elevada”, disse o conselheiro catalão (equivalente a ministro num governo nacional) da Agricultura, Òscar Ordeig, em conferência de imprensa.

Òscar Ordeig sublinhou que a PSA não foi detetada em nenhuma das explorações agrícolas e de animais que existem na região. Mas até agora, o vírus foi confirmado em dois javalis selvagens do parque natural, e há mais oito casos suspeitos que estão em análise. Os acessos a um perímetro de vários quilómetros do parque estão fechados desde sexta-feira e já foram analisados 40 animais.

A confirmação destes casos levou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a apelar ao reforço das medidas de segurança contra a PSA. O último foco da doença, em Portugal, foi detetado a 15 de novembro de 1999.

A DGAV apelou ao cumprimento das medidas de segurança nas explorações, à limpeza e desinfeção dos veículos, bem como à adoção de boas práticas de caça, acrescentando que devem ser eliminados corretamente os subprodutos e proibindo a alimentação de porcos com lavaduras, restos de cozinha e de mesa.

Em comunicado, a DGAV pediu também que não sejam deixados restos de comida acessíveis aos javalis.

O vírus da PSA não se transmite aos humanos, mesmo que comam carne infetada, mas pode ser transportado em rodas de carros, solas de calçado ou outros materiais e objetos e tem uma elevada taxa de mortalidade nos suínos e nos javalis.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Paulo Novais/Lusa/Arquivo

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