O encerramento temporário do equipamento foi determinado pela Câmara, devido à deteção da “presença de bactéria da legionella em alguns chuveiros dos balneários”.
Este fecho visa “garantir a saúde e a segurança dos utilizadores”, realça o Município, referindo estar “a proceder ao necessário para que a situação fique normalizada” e a reabertura se verifique “com a brevidade possível”.
De acordo com a coordenadora da Unidade de Saúde Pública da ULS do Baixo Alentejo, Sara Duarte, as piscinas permanecem encerradas, uma vez que, após ter sido feita uma desinfeção das canalizações por choque térmico, está prevista a realização de tratamento químico.
Alguns dias depois do choque químico, serão feitas novas análises e, no caso de dar negativo para a presença da bactéria, as piscinas poderão então reabrir as portas, explica Sara Duarte, sublinhando não haver informação sobre a existência de casos da doença.
Segundo a médica, o choque químico consiste na aplicação de desinfetantes à base de cloro, enquanto o choque térmico envolve a circulação de água a temperatura superior a 80 graus centígrados, em toda a rede do edifício.
A legionella é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia.
Podendo ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada, a infeção, apesar de grave, tem tratamento efetivo.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.











