«É um plano moderno para a próxima década que permita a Évora romper uma certa estagnação do ponto de vista urbanístico e desenvolver-se nas grandes linhas da modernidade», afirmou à Lusa o presidente do município, Carlos Zorrinho, segundo o qual esta fase de discussão pública da proposta, iniciada na segunda-feira, segue-se à aceitação do documento técnico por parte da câmara e a um outro período em que foram recolhidos contributos.
«Agora, o que temos é o documento após a conferência procedimental, que vai ser sujeito à possibilidade de análise e verificação» nesta discussão pública por parte de qualquer pessoa ou entidade, acrescentou o autarca, explicando que as sugestões que resultarem deste processo «serão ponderadas do ponto de vista político» para inclusão na proposta, seguindo-se a apreciação do documento final na câmara e, se aprovado, em assembleia municipal.
De acordo com o aviso publicado em Diário da República (DR), os interessados podem enviar as suas reclamações ou sugestões pelo correio para a câmara ou para o endereço de correio eletrónico cmevora@cm-evora.pt ou entregar na Divisão de Ordenamento e Reabilitação Urbana do município. Os documentos que integram a proposta estão disponíveis para consulta nas instalações dos serviços técnicos municipais da mesma divisão.
O presidente da câmara considerou que o PU proposto «é ambicioso e está pensado para uma cidade que possa crescer, de forma sustentável, e para que a cidade possa ter maior mobilidade», referindo que irá «permitir um maior desenvolvimento na área industrial, nas zonas de localização de serviços, na área comercial, procurando também reequilibrar a malha urbana».
Neste caso, o autarca realçou que se pretende que «não haja, como há hoje, um funil em que praticamente tudo o que é atividade económica e empresarial está de um lado da cidade e a parte habitacional está na outra parte».
Entre outros objetivos, Zorrinho disse que se mantém a previsão para os novos fogos, alguns com «modelos que tornam mais atrativa e também mais acessível a construção», além do cluster da saúde junto ao novo hospital, ainda em construção, conforme já tinha sido noticiado pela Alentejo Ilustrado.
«Todas as participações são úteis e, no final, o resultado será a síntese política da participação cívica interpretada depois por aqueles que têm esse mandato, que são os membros do executivo da câmara e da assembleia municipal», sublinhou.
O autarca lembrou que a gestão PS do município tinha o objetivo inicial de ter o PU publicado em outubro, mas admitiu que «provavelmente isso não vai ser possível». «Agora, o objetivo é até ao final do ano. Se não se conseguir, que seja no princípio do próximo», acrescentou.










