IPPortalegre investe 5,7 milhões para ampliar ‘campus’ de biociências

O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) vai reabilitar a Escola Básica 2/3 de Santa Luzia em Elvas para ampliar o projeto da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE), após o Governo ter aprovado uma resolução que autoriza a instituição a assumir encargos de até 5,7 milhões de euros.

A decisão, tomada em Conselho de Ministros, vai permitir ao IPPortalegre requalificar a antiga escola e convertê-la num campus moderno de ensino superior, «reforçando a oferta formativa» nas áreas das biociências, ciências veterinárias e desporto. Em 2024, a Câmara de Elvas assinou um protocolo de cedência do edifício ao Politécnico, com um contrato de comodato de 50 anos.

O Governo preconiza que o investimento vai atrair «mais estudantes», promovendo também a fixação de jovens qualificados no Alentejo. Os 5,7 milhões de euros serão canalizados através de receitas próprias (40%) e de fundos comunitários, explica o presidente do Instituto, Luís Loures.

A necessidade de expansão é premente: o atual edifício da Escola Superior de Biociências de Elvas foi projetado para 250 alunos e conta atualmente «com mais de 600».

«Por isso, vamos ter dois polos, um ligado à formação inicial [cursos técnicos superiores profissionais] e licenciaturas, no espaço da antiga escola, e outro ligado à formação avançada, onde estão pós-graduações, mestrados e doutoramentos na ESBE», diz o presidente do IPPortalegre.

O projeto de execução para a reabilitação «está feito», mas o processo acumulou atrasos «por questões burocráticas».

Segundo Luís Loures, o Instituto fez «este pedido ao Governo em dezembro e estamos em maio, a autorização durou cinco meses e agora vamos ter visto prévio do Tribunal de Contas que, à partida, se tudo correr bem, é dentro de 30 dias, mas se houver questões ou dúvidas pode demorar mais tempo».

«Se tudo correr dentro da normalidade», o objetivo é que, no segundo semestre do ano letivo 2027/2028, a escola possa estar em funcionamento. Luís Loures sublinha que a nova escola será «estruturante» não só para melhorar as condições de ensino e aprendizagem, mas também pela «perspetiva de crescimento e oferta formativa».

«Nós não podemos estar a propor mais oferta formativa, que muitas vezes é necessária para as empresas e para a indústria regional, porque, na verdade, não conseguimos ter espaço para dar as aulas, não conseguimos ter mais espaço para laboratórios», lamenta, referindo ainda que o novo edifício vai integrar um espaço de clínica veterinária, onde a ESBE poderá «crescer e afirmar» a área das ciências veterinárias.

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