Ângela Lemos revelou que o Politécnico se encontra ainda «a trabalhar na elaboração de um contrato-programa com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação» referente à futura escola. Já existe, adiantou, «terreno para a implantação do edifício», estando a autarquia a preparar «o caderno de encargos para a elaboração do projeto».
Quanto à residência de estudantes, atualmente em construção, Ângela Lemos apontou a sua conclusão para o final de agosto: «Até 31 de agosto teremos a residência concluída e eu espero que, no próximo ano, já consiga ter alguns alunos» dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais.
A presidente do IPSetúbal falava no decurso da tomada de posse da comissão instaladora da futura escola, presidida por João Pires, segundo o qual não se trata «um projeto exclusivo» do Politécnico, mas «uma aposta da região sediada no Município de Sines» e, ao mesmo tempo, «uma porta aberta para a internacionalização».
A comissão integra ainda João Nabais e Olga Costa como vogais e, segundo João Pires, «reúne experiência acumulada na gestão de escolas do IPSetúbal, na coordenação de cursos e projetos», bem como na «colaboração com organizações e iniciativas em diferentes contextos profissionais e institucionais».
A comissão tem um mandato máximo de cinco anos para concretizar a instalação da escola e definir as áreas de formação, em articulação com «a comunidade e com o tecido económico e social da região» — única forma de, sublinhou João Pires, «perspetivar exatamente quais são as ofertas formativas que serão necessárias para o desenvolvimento da região».
A curto prazo, o arranque está previsto para o ano letivo de 2026/2027, com «uma pós-graduação ligada à gestão portuária» e «um conjunto de microcredenciais» orientado para a «reconversão profissional e para a formação ao longo da vida».
«A partir daí, a comissão deverá trabalhar na acreditação de licenciatura, mestrado, bem como de cursos técnicos superiores profissionais», explicou o presidente da comissão instaladora.
A criação da escola foi classificada pela presidente do IPSetúbal como «uma grande conquista» para a instituição, para a região e para o país. «É trazer o ensino superior para uma região que não tinha ensino superior», afirmou Ângela Lemos, acrescentando que esta presença permitirá às populações «manterem-se cá, reter talento e também trazer talento de fora».
Doutorado em Belas-Artes, na especialidade de Educação Artística, pela Universidade de Lisboa, João Pires, garante que a futura escola irá reforçar «a imagem de Sines e do Alentejo Litoral como região de investimento».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.









