O episódio ocorreu «durante a manhã» de hoje, estando o militar em serviço interno no centro de formação, segundo fonte da GNR.
O militar «aparentava instabilidade do foro psicológico» no momento dos disparos e foi «de imediato acompanhado» pelos serviços clínicos da guarda, tendo «a situação sido prontamente controlada». Uma outra fonte policial acrescentou que o militar foi «encaminhado para internamento compulsivo, numa unidade hospitalar em Lisboa».
O ministro da Administração Interna esteve hoje em Portalegre na cerimónia militar de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios da GNR, realizada no Estádio Municipal de Portalegre — numa zona da cidade distinta e ainda longe do Centro de Formação da Guarda, onde o militar efetuou os disparos.
A GNR esclareceu que a ocorrência «foi de imediato» comunicada às entidades competentes, nomeadamente à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público, sem especificar se o ministro assistiu ou não aos factos.
O Correio da Manhã (CM)noticiou que os disparos foram efetuados «no final da cerimónia de juramento de bandeira, numa altura em que o ministro da Administração Interna e o Comandante Geral da GNR ainda estavam nas instalações da Guarda».
Já de acordo com a Rádio Renascença, após a cerimónia, o ministro da Administração Interna estava a almoçar com o Comandante-Geral da GNR no Centro de Formação de Portalegre quando o incidente ocorreu.
Segundo o CM, ter-se-á tratado «de um ato de desespero devido a situação clínica de um filho menor e a problemas de saúde que atravessa».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










