Num comunicado publicado na página de internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o Ministério Público (MP) indicou que o arguido foi detido, na quinta-feira, por violência doméstica agravada, de que foi vítima a ex-namorada, de 48 anos, tendo-lhe sido decretada prisão preventiva.
Segundo o MP, o homem, durante o relacionamento com esta mulher, que durou entre março e maio deste ano, “maltratava a vítima, mediante agressões físicas e psíquicas, incluindo com maus-tratos sexuais”.
“Após a separação e com o objetivo de forçar o reatar do relacionamento, o arguido encetou intensa perseguição à vítima”, o que levou a mulher a “abandonar a sua residência, acompanhada dos três filhos menores, com sete, 11 e 13 anos”, realçou.
O MP referiu que “os episódios de violência aumentaram de intensidade e frequência desde maio”, o que determinou a detenção do arguido na passada quinta-feira.
O homem já tinha sido condenado pelo Tribunal de Évora, no passado dia 29 de outubro, por sentença transitada em julgado, por um crime de violência doméstica, num processo em que a vítima foi uma outra mulher, salientou o Ministério Público.
Nessa decisão judicial, de acordo com a mesma fonte, o arguido foi condenado a dois anos e dois meses de prisão com pena suspensa, sujeita a acompanhamento de regime de prova e ao dever de o homem trabalhar as competências relativas ao controlo emocional e capacidade de reagir à adversidade e frustração.
Após a detenção efetuada fora de flagrante delito, o homem foi presente a primeiro interrogatório judicial, na passada sexta-feira, e a juíza de instrução criminal determinou a sua prisão preventiva.
As investigações prosseguem sob a direção da 2.ª secção especializada do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, com a coadjuvação do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas da GNR de Évora.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











