«Estamos convictos de que Portugal e Espanha vencerão a gigafábrica europeia», disse Gonçalo Regalado em conferência de imprensa, em Lisboa, onde apresentou as contas de impactos e resultados do BPF referentes a 2025 e aos primeiros meses de 2026.
A candidatura prevê um investimento de seis mil milhões de euros do lado de Portugal e seis mil milhões do lado de Espanha, num total de 12 mil milhões de euros. A candidatura inicial de Portugal era individual, mas ainda este ano os dois países acordaram apresentar uma proposta conjunta. Ao todo, a Comissão Europeia financiará cinco gigafábricas de IA — centros de dados e computação destinados ao treino de modelos de inteligência artificial.
Quanto à atividade recente do BPF, o banco apoiou, desde o início de 2025, mais de 32 mil empresas com um total de 10.750 milhões de euros, através de diversos instrumentos financeiros: 8.600 milhões de euros em garantias, 1.100 milhões em subvenções, 750 milhões em capital e 400 milhões em crédito direto.
O grupo BPF, 100% detido pelo Estado português, foi criado com o objetivo de promover a modernização das empresas e o desenvolvimento económico do país. Existia há anos com pouca atividade, tendo sido relançado pelo Governo em 2025. Gonçalo Regalado anunciou hoje que o capital do banco será reforçado em mais 1,5 mil milhões de euros até 2030, com o objetivo de mobilizar 30 mil milhões de euros em financiamento — cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português.
Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: Rawpixel/Creative Commons (originalmente gerado por inteligência artificial)












