Estes dados foram divulgados na manhã desta terça-feira pelo presidente da Portugal Nuts, Tiago Costa, durante a quinta edição do congresso que esta associação promove anualmente e que, desta vez, decorre em Évora, ao longo do dia, numa unidade hoteleira da cidade.
«Portugal viveu, na última década, uma transformação profunda na produção dos frutos secos e os resultados estão à vista de todos e devem orgulhar-nos», afiançou o mesmo responsável, na sua intervenção no congresso.
O país é hoje «o segundo maior produtor de amêndoa a nível europeu» e está «firmemente» integrado «no top cinco mundial», enquanto, no que respeita à noz, Portugal também já alcançou «a posição de quinto maior produtor da Europa» e assegurou «um lugar no top 15 a nível mundial», revelou.
O presidente da Portugal Nuts – Associação Promoção Frutos Secos (APFS) realçou também que, nos últimos anos, em Portugal, «a área plantada duplicou, a produção disparou e as exportações ultrapassaram os 150 milhões de euros a nível de frutos secos, numa lógica global».
Aludindo aos dados mais recentes publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a 2025, Tiago Costa precisou que a fileira dos frutos secos atingiu os 156 milhões de euros de exportações.
E «a amêndoa representa cerca de 75%» dessas exportações, sendo que este fruto seco, «desde 2020, multiplicou por três o valor das exportações», ao passo que «a noz, de 2024 para 2025, conseguiu aumentar em 50% as suas exportações», acrescentou.
«São números que são verdadeiramente relevantes e que ajudam ao saldo comercial, que se torna amplamente positivo para o país», afiançou Tiago Costa, argumentando que «este crescimento extraordinário não acontece por acaso», resultando sim «do forte investimento» dos produtores.
A fileira dos frutos secos, de acordo com o presidente da Portugal Nuts, tornou-se «absolutamente estratégica para a agricultura portuguesa» e pesa já hoje 6% nas exportações de produtos vegetais nacionais.
Segundo Tiago Costa, as exportações de amêndoa passaram de 30 milhões de euros, em 2020, para 115 milhões, no ano passado.
De acordo com os dados do INE divulgados pela associação, estes cerca de 115 milhões de euros são relativos à venda nos mercados externos de 31 mil toneladas de amêndoa, o que representa um aumento de mais de 16% em valor (+15,21 milhões de euros), face a 2024.
E no que respeita às nozes, a subida de 50% das exportações, significa que passou de 1,1 milhões de euros em 2024 para 3,3 milhões em 2025, com as vendas no estrangeiro a aumentarem e ultrapassarem as 900 toneladas, resumiu a Portugal Nuts.
«A exportação de amêndoas sem casca ultrapassou, pela primeira vez, a exportação de amêndoas com casca, representando agora 65% do valor das exportações de amêndoas, e refletindo uma maior valorização do produto no mercado internacional». pode ler-se.
O presidente da associação destacou esta terça-feira que, após «um crescimento muito forte», este «estabilizou e até encolheu», mas tal «não se traduz em perda de velocidade» do setor, que «ainda tem muito para agregar mais valor ao produto».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












