A associação diz ter recebido «diversas denúncias» sobre o caso e lembra que «a necessidade de deslocalização do Centro de Formação de Portalegre, por falta de condições, é uma realidade com décadas e à qual não têm existido respostas adequadas».
Além dos percevejos, a APG refere ter recebido relatos «da existência de baratas» e de que os formandos «pernoitam nas instalações em condições absolutamente indignas, em beliches em que estão 20 elementos por quarto, sem qualquer tipo de climatização».
Segundo a associação, as instalações onde dormem os formandos «são contentores provisórios há já cerca de 30 anos, realidade que, lamentavelmente, dispensa considerações».
A APG lembra que a construção das novas instalações está projetada para este ano, mas considera «absolutamente inadmissível» que «não tenham sido, entretanto, encontradas soluções de alojamento adequadas para os formandos e que se chegue ao ponto de tornar esta situação um caso de saúde pública».
Para a associação, o primeiro contacto destes candidatos com a instituição «ilustra da pior forma a falta de atratividade que a carreira poderá vir a ter».
A APG «exorta o Governo a tomar medidas urgentes» que permitam «garantir a retoma do Curso de Formação de Guardas com a merecida celeridade» e que sejam encontradas «soluções que respeitem a dignidade daqueles que pretendem ingressar na instituição, bem como a sua saúde».
A associação classifica o caso como «uma situação gravíssima», que «evidencia em rigor os muitos projetos de requalificação e construção de instalações da GNR que se arrastam durante anos apenas no papel».










