Praias, agricultura intensiva e energia em debate entre Melides e Sines

Movimentos e associações de defesa do território reúnem-se a partir de amanhã em Melides e em Sines, no 3.º Encontro por Justiça Social e Ambiental no Litoral Alentejano, que termina na segunda-feira com uma manifestação pelas ruas de Sines.

Promovido pela Tirem as Mãos do Litoral Alentejano, uma plataforma informal que reúne associações, movimentos e cidadãos ligados às questões sociais e ambientais da região, o encontro vai abordar temas como a agricultura intensiva, os projetos energéticos, o turismo, a prospeção mineira e a especulação imobiliária. O programa inclui debates, visitas guiadas e a exibição de documentários.

O primeiro dia arranca às 10h30 com uma concentração no parque de campismo da Galé, seguida de descida até à praia e de um almoço partilhado, para o qual os participantes são desafiados a levar comida: «traz coisas!», apela a organização.

A tarde é dedicada a conversas na Casa do Povo de Melides. Às 14h00, o debate «A praia ainda é nossa?» junta Maria Prata (Reabrir a Galé), Rebeca Mateus (Dunas Livres), João Cruz (Deslarguem a Arrábida) e a antropóloga Joana Sá Couto.

Segue-se «Agricultura intensiva, da água ao trabalho», com Herlander Braz (Alcácer p’lo Ambiente), Rita Bataglia (Juntos pelo Sudoeste), Alberto Matos (Solidariedade Imigrante) e Miguel Encarnação (Gaia Alentejo).

Às 18h00, Filipe Medeiros (Rede para o Decrescimento) e a realizadora Graça Castanheira conversam sobre o tema «Outro mundo é possível!».

O primeiro dia termina com um jantar no restaurante O Melidense, às 20h00, e com a exibição do filme «Soulèvements de la Terre», às 21h00, apresentado pelo coletivo Contramina, de Montemor-o-Novo.

No domingo, o encontro muda-se para Sines, com a visita guiada «Conhecer Sines: da indústria ao mar», às 10h30, com saída do Jardim do IOS e boleias partilhadas, seguida de almoço no Salão da Música.

À tarde, as conversas decorrem no pátio da Ludoteca, no jardim do IOS. Às 14h00, a pergunta é «Que futuro para Sines?», com Bruno Candeias (Roda Inquieta), José Calixto (sindicato SIEAP) e o antropólogo António Puscedu, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Depois, em debate estará «Onde vai parar esta expansão energética?» com Liliana Silva (ProtegeAlentejo), Kaya Schwemmlein (Juntos pelo Cercal), Isabel Pinto (Salvemos Santiago), Susana Lopes (Vizinhos pela Serra da Vigia) e Guilherme Luz (Jornadas pela Democracia Energética).

Às 18h00, a conversa «Construir o movimento a partir da base» conta com Sara Valy (Unidos em Defesa de Covas do Barroso), Gustavo López (EJMapping) e Guilherme Serôdio (BRAVA).

Depois do jantar no Salão da Música, às 21h30, estreia o documentário «Litoral Alentejano: Zona de Sacrifício», com a presença do realizador, Fernando Amaral Antunes.

Na segunda-feira, o programa encerra em Sines com um plenário de movimentos, às 10h00, e uma manifestação pelas ruas da cidade, ao meio-dia. Durante os três dias, estará presente o projeto EJMapping, que a organização descreve como «um mapeamento colaborativo que documenta conflitos ambientais».

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