A Associação do Comércio da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), antecipa “um ligeiro aumento” do preço do pão e da pastelaria, à boleia dos impactos de revisões laborais e das subidas dos preços dos ovos, frutos secos e do cartão.
Embora sem antecipar o valor do aumento, a associação diz que a subida de preços poderá agravar-se com o impacto da retirada do apoio do Estado aos combustíveis.
A evolução recente do preço do pão em Portugal revela uma trajectória de subida sustentada, marcada por diversos fatores económicos que vêm pressionando o custo deste bem essencial. Em 2022, por exemplo, o preço do pão registou um aumento de cerca de 15% face ao ano anterior, um reflexo da inflação generalizada e da escalada dos custos das matérias-primas e da energia.
Nos últimos três anos, o valor médio de referência para um pão de meio quilo subiu de 1,18 para 1,37 euros.
A presidente da associação, Deborah Barbosa, acrescenta que os dados preliminares do corrente ano mostram um alinhamento dos preços da pastelaria e padaria com a inflação, após anos de forte volatilidade nos custos e de baixa no consumo.
“O sector apresenta uma evolução moderada, com crescimento contido mas positivo, sustentado pela normalização dos preços das matérias-primas e por um comportamento do consumidor mais previsível. Embora ainda existam muitas pressões ao nível da mão-de-obra e dos serviços essenciais, 2025 evidencia um ambiente de maior equilíbrio operacional”, afirmou.
Segundo a ACIP, o sector deverá focar-se na “consolidação, eficiência produtiva e reforço da diferenciação”, fatores que para a ACIP são essenciais para atingir margens sustentáveis e responder às expectativas dos clientes.
Dados da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, indicam que em 01 de janeiro de 2025 meia dúzia de ovos custava 1,61 euros, mas em 19 de novembro a mesma caixa já estava a 2,12 euros, verificando-se assim um agravamento de 31,68%.
O preço dos ovos mantém-se estável desde 22 de outubro, quando atingiu o pico de 2,12 euros. Por sua vez, o valor mais baixo foi o atingido no início do ano (1,61 euros) e manteve-se até ao dia 29 do mesmo mês.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











