De acordo com o presidente da CIM do Alto Aentejo, Joaquim Diogo, estes valores referem-se, para já, aos danos verificados em infraestruturas municipais e em algumas infraestruturas privadas.
“Está a ser feito o trabalho relativamente a empresas e até na área agrícola”, acrescenta o autarca, admitindo que, por isso, “este número pode subir exponencialmente, porque [a contabilização de prejuízos na] área agrícola está a ser feita por uma linha direta”.
O levantamento dos danos realizado pela CIM foi entregue esta terça-feira à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. Os concelhos mais afetados foram Portalegre, Gavião, Nisa e Ponte de Sor, “mas todos os municípios acabam por ter algum report de prejuízos”.
O presidente da CIM, que preside também à Câmara do Crato, manifesta ainda preocupação em relação à recuperação das estruturas danificadas, defendendo que são “precisas medidas imediatas” por parte do Governo no âmbito do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
“Essas medidas” – sublinha – “são necessárias para poder ajudar os municípios que já tiveram de gastar dinheiro e não têm ainda reembolso desses valores ou para investimentos muito pertinentes e necessários colocar em prática até ao fim do ano”.
Joaquim Diogo acrescenta que a CCDR do Alentejo “ainda não teve nenhuma transferência de verbas” e diz esperar que a resposta do Governo “seja rápida” para fazer frente aos problemas existentes.
“Relativamente à resiliência e transformação, os municípios têm um trabalho a fazer até meio deste mês e indicar quais as suas prioridades”, refere o presidente da CIM, segundo o qual as autarquias estão “a trabalhar no sentido de apresentar os eixos estratégicos do Alto Alentejo”, para poderem ser integrados no PTRR.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Município de Gavião/D.R.












