Numa nota divulgada esta terça-feira, o chefe de Estado sublinhou o percurso artístico do criador, nascido em 1935, em Estremoz, referindo que construiu, ao longo de mais de seis décadas, uma obra de referência que atravessou a pintura, a escultura e o design gráfico.
Na mensagem, é destacado que a obra de Armando Alves se caracterizou pela «depuração do traço», pela «profundidade da cor» e por uma relação singular com a paisagem do Alentejo.
O Presidente da República assinala também a ligação do artista ao grupo «Os Quatro Vintes», formado na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, que integrou com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, classificando esse momento como um dos mais marcantes da arte portuguesa do século XX.
Na mesma nota, é ainda referido o contributo de Armando Alves para a renovação do design gráfico em Portugal, bem como o papel que desempenhou enquanto professor, deixando «uma marca duradoura» em várias gerações de artistas.
António José Seguro apresenta «as suas condolências à família de Armando Alves e a todos quantos com ele partilharam o ofício e a dedicação à cultura portuguesa».
A Cooperativa Árvore lamentou igualmente a morte de Armando Alves, recordando-o como «um dos fundadores» e «uma figura maior da arte portuguesa contemporânea». Em comunicado, a instituição destacou a dimensão artística e humana do pintor, sublinhando uma obra onde «se cruzam rigor e lirismo, disciplina e emoção, geometria e luz».
A cooperativa recorda ainda que acolheu a primeira exposição individual do artista, em 1965, bem como a última, uma retrospetiva apresentada no ano passado, por ocasião dos seus 90 anos. «Esse regresso teve um significado raro e comovente: o reencontro de um artista com a casa que ajudou a fundar», refere a nota, evocando também a ligação de Armando Alves à cidade do Porto e à comunidade artística.
Também a Universidade do Porto assinalou a morte do pintor, considerando-o «uma figura marcante da arte contemporânea portuguesa», destacando o seu percurso no grupo «Os Quatro Vintes» e o contributo enquanto docente da Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde foi «um dos pioneiros da formação em Artes Gráficas», deixando uma marca duradoura no ensino e na prática do design em Portugal.












