«Parece-me uma boa ideia, que contribui para a redução da sinistralidade, no sentido em que não só vai permitir uma maior fiscalização efetiva, como também aumentar a perceção de fiscalização nos condutores. Isso normalmente tem um efeito benéfico nos comportamentos, na retração dos comportamentos», diz o presidente da PRP, Alan Areal.
A reativação da Brigada de Trânsito da GNR, extinta há quase 20 anos, foi uma das medidas para reduzir a sinistralidade rodoviária anunciadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, a par de «um novo Código da Estrada» e do reforço da fiscalização, com as operações stop das forças de segurança a deixarem de ser anunciadas.
A implementação de uma «punição agravada» para a condução sob o efeito do álcool e o aumento do prazo de prescrição para um «limite inédito» são outras das medidas previstas.
«Ouvi com agrado que uma das prioridades será a otimização do sistema sancionatório», afirmou o presidente da PRP, acrescentando que «quanto mais próxima do momento da infração for, mais eficaz» será a sanção, contribuindo para reduzir o «sentimento de impunidade» nas estradas.
Lembrando que as coimas e multas «há muitos anos que não são revistas», Alan Areal apelou ainda a que, no âmbito da revisão anunciada, seja equacionado um sistema em que as sanções sejam proporcionais ao rendimento dos condutores, à semelhança do que acontece na Dinamarca, na Suécia e na Finlândia.
«Duzentos euros para uma pessoa que ganha 800 é uma coisa, 200 euros para uma pessoa que ganha quatro ou cinco mil terá outro impacto», exemplificou.
Alan Areal alertou, ainda assim, que embora o quadro «em cima da mesa» seja «muito positivo» e siga «as boas práticas», «agora vem a parte mais desafiante» da implementação das medidas, área na qual «Portugal tem sido menos eficaz».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










