O MP indicou que o suspeito foi constituído arguido e apresentado a primeiro interrogatório judicial. Por se verificarem «os perigos de fuga, continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito», o juiz determinou a aplicação da prisão preventiva ao arguido, a medida de coação mais gravosa.
Contactada, fonte do Comando Territorial de Évora da GNR revelou que o homem foi detido fora de flagrante delito, na segunda-feira, em Canha, localidade onde reside.
«O processo foi investigado pelo Posto Territorial de Vendas Novas, mas, como o homem residia em Canha, foi o posto local da GNR que deu cumprimento ao mandado de detenção», precisou a mesma fonte.
De acordo com o MP, o arguido está «fortemente indiciado» da prática de violência doméstica contra a ex-companheira, com quem manteve uma relação entre janeiro de 2022 e setembro de 2025.
Após o fim do relacionamento, «iniciou, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos e psíquicos à vítima».
Segundo a mesma fonte, o suspeito terá continuado a contactar a vítima contra a sua vontade, «enviando-lhe mensagens de modo incessante, encetando comportamentos agressivos que se intensificaram nos últimos dias, inclusive com ameaças de que a iria matar».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












