A associação considera que estes equipamentos «apresentam problemas sérios de integração visual, degradando a estética citadina», além de prejudicarem «a fruição desses espaços por parte de moradores e de visitantes».
A situação é classificada como «especialmente grave» no que respeita aos jardins. Segundo o Pro-Évora, o Jardim do Paraíso e o Jardim do Largo de Avis — descritos como «duas raras manchas verdes do centro histórico em áreas residenciais, locais tranquilos de lazer e de sossego» — perderão «o seu encanto» e imporão «o choque luminoso electrónico a quem os frequente».
A associação acrescenta que a instalação nesses espaços está «em contradição» com o Regulamento de Publicidade e Ocupação do Espaço Público do Município de Évora.
O grupo cívico lamenta igualmente a ausência de debate institucional, assinalando que «uma decisão desta natureza não foi analisada na Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Defesa do Património, fórum criado precisamente com a finalidade de discussão e legitimação das decisões com relevância patrimonial para a cidade».
Os residentes, acrescenta o comunicado, «não foram tidos nem achados, mesmo sabendo os responsáveis que os residentes são um elemento humano fundamental para a vitalidade, preservação e gestão de um centro histórico» como o de Évora.
O Pro-Évora enquadra ainda esta decisão num contexto mais amplo de problemas não resolvidos no centro histórico, nomeadamente «o crescimento exponencial de grafitti e outras inscrições nos edifícios da cidade, a proliferação da publicidade descontrolada, em incumprimento dos regulamentos aplicáveis, ou a colocação de propaganda política, quer no interior do centro histórico, quer na sua envolvente imediata».
Em conclusão, a associação apela a que «haja bom senso» e a que «se corrija o que está manifestamente errado nesta iniciativa, no que respeita aos espaços mais sensíveis».










