O número é alcançado com a entrada da Ervideira, que a CVRA descreve como uma «histórica casa vitivinícola com raízes no Alentejo que remontam a 1880». A produtora obtém a certificação, válida até 2031, depois de uma auditoria que confirma o cumprimento das normas do programa nas vertentes de viticultura e adega, com restrição à «produção de origem».
A rede de produtores certificados passa assim a abranger uvas de mais de 5.750 hectares de vinha, o que representa mais de 25% do total de vinha do Alentejo, num universo de produção regional que ronda os 87 milhões de litros de vinho.
Os 30 produtores certificados são «a evidência do elevado e crescente compromisso que o Alentejo tem para com o desenvolvimento sustentável», diz João Barroso, coordenador do PSVA, frisando que «a sustentabilidade é uma mudança estrutural nas vinhas e adegas, com impacto direto na qualidade do vinho, na preservação dos ecossistemas e da biodiversidade, na escolha de materiais e embalagens, na gestão otimizada de água e energia».
Já Luís Sequeira, presidente dos Vinhos do Alentejo, sublinha que «a massa crítica encontrada no Alentejo no que respeita à produção sustentável é única em Portugal e uma referência mundial».
Criado pela CVRA em 2013 e lançado oficialmente em 2015, o PSVA é, segundo a comissão, «pioneiro em Portugal no setor vitivinícola» e conta hoje com centenas de membros aderentes. As primeiras certificações remontam a 2020 e são atribuídas por organismos de certificação parceiros da CVRA, através de auditorias anuais que avaliam a implementação de 171 critérios no trabalho de campo e na adega.
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