Segundo informação divulgada pela Universidade de Évora (UE), o projeto está alinhado com as políticas europeias e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, reforçando o papel de Portugal e da UE nos esforços de restauro dos solos e do território.
De acordo com a mesma fonte, o MEDSoil+ «visa estabelecer uma estrutura de excelência no MED, reforçando a capacidade nacional para apoiar gestores do território, o setor agroalimentar e a administração pública na transição para práticas regenerativas do solo e na implementação da Lei Europeia de Monitorização dos Solos».
O projeto criará «uma infraestrutura alinhada com as políticas públicas para produzir dados de qualidade, formar especialistas e utilizadores, e apoiar decisões baseadas em evidência», estando ainda prevista a modernização de infraestruturas de investigação e a aplicação de «agricultura de precisão, deteção remota e sistemas inteligentes de monitorização».
A iniciativa pretende, assim, «contribuir para melhorar a saúde do solo, a retenção de água e a capacitação de comunidades para a sustentabilidade a longo prazo», refere a informação europeia.
Em parceria com as instituições alemãs ATB e ZALF, o MEDSoil+ «combina a ciência avançada com as realidades do Mediterrâneo» e permitirá «melhorar os indicadores de saúde dos solos e de retenção de água, além de dotar os gestores e as comunidades das ferramentas e dos conhecimentos necessários para a sustentabilidade a longo prazo».
O projeto conta com um financiamento de oito milhões de euros, dos quais 6,5 milhões atribuídos à Universidade de Évora e 1,5 milhões às instituições alemãs parceiras, o Leibniz Institute for Agricultural Engineering and Bioeconomy (ATB) e o Leibniz Centre for Agricultural Landscape Research (ZALF).
A este valor acresce «um financiamento complementar de outros oito milhões de euros do Governo português, através de Orçamento do Estado e de fundos regionais», elevando o investimento total para 16 milhões de euros.
O Teaming for Excellence é descrito pela UE como «um programa de referência do Horizonte Europa», considerado «um dos programas mais competitivos de financiamento científico europeu», que visa «apoiar a criação ou modernização de centros de excelência em países e regiões com elevado potencial de crescimento científico».
Para maximizar o impacto, «é obrigatório que o financiamento por via do Horizonte Europa seja complementado por financiamento nacional», sendo que, «a partir de 2027, o investimento global de 80 milhões de euros provenientes de fundos comunitários será complementado por igual montante de financiamento nacional através da Agência para a Investigação e a Inovação (AI2) e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional».










