Segundo fonte da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), a nova subestação «recebe energia elétrica da rede exterior em alta tensão», a 60 quilovolts (kV), e transforma-a em «média tensão, a 30 kV, através de dois transformadores de potência 60/30 kV».
O sistema «integra equipamentos de manobra e proteção em tecnologia GIS (“Gas Insulated Substation”), cabos de alta, média e baixa tensão, bem como quadros elétricos associados, assegurando elevados padrões de segurança, fiabilidade e redundância operacional», explicou.
Devido à sua «complexidade técnica», esta infraestrutura constitui-se «uma referência no setor energético, a nível nacional», salientou a administração portuária.
Segundo a APS, numa primeira fase, esta nova valência vai garantir o abastecimento ao Terminal XXI, enquadrando-se «numa estratégia mais ampla de modernização e reforço da resiliência da rede elétrica» da infraestrutura portuária.
O plano inclui «a reestruturação dos postos de transformação, a substituição da rede de cablagem e a implementação de uma nova arquitetura energética mais eficiente».
Assim, indicou a APS, será possível responder de «forma progressiva aos desafios da transição energética e da descarbonização, através da integração de fontes de energia renovável, soluções de armazenamento e sistemas inteligentes de gestão de energia».
A administração portuária adiantou que prevê alargar, ainda este ano, «a alimentação elétrica de toda a área portuária através da nova subestação, combinando energia proveniente da rede externa com produção de origem renovável».
Por outro lado, a anterior subestação vai manter-se em funcionamento, operando na transformação de 30 kV para 15 kV, garantindo suporte à rede e capacidade de resposta em situações de contingência.
Esta infraestrutura, que assegurava o abastecimento elétrico ao Porto de Sines, está igualmente em processo de modernização, com conclusão prevista até ao final deste ano.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










