Segundo o autarca, a gestão municipal “irá pautar-se por uma forte retração da despesa corrente no ano 2026”.
O Orçamento Municipal para 2026 e as Grandes Opções do Plano da Câmara de Redondo foram aprovados, por maioria, em reunião de câmara, com os votos a favor dos três eleitos da coligação PSD/CDS-PP, ao passo que os dois vereadores da CDU votaram contra.
Já na Assembleia Municipal, os documentos previsionais foram viabilizados pelo PS, já que os oito eleitos da coligação PSD/CDS-PP votaram a favor, os dois socialistas abstiveram-se e os sete da CDU votaram contra.
“Mesmo sem montantes substanciais de fundos comunitários, a nossa visão de futuro para o concelho passa por uma ambiciosa política de investimento, que terá um forte incremento já em 2026”, sublinhou o autarca, revelando que, dos investimentos previstos para este ano, o que envolve maior valor é a empreitada de pavimentação de arruamentos e estradas municipais, num montante global a rondar um milhão de euros.
“Este investimento na melhoria das acessibilidades e condições de vida da população é crucial, pois há muitos anos que não se realizam intervenções desta envergadura”, refere David Galego, indicando que a obra se prolongará até 2027.
Para este ano está ainda previsto o avanço dos processos relativos à construção de um novo loteamento municipal, da nova creche e de uma nova zona industrial e à reabilitação e regeneração urbana em vários locais deste concelho.
O início do projeto de reabilitação do Convento Santo António, o lançamento do concurso para a construção do Centro de Descoberta do Misticismo da Serra d’Ossa e a remodelação do edifício da Sociedade Harmonia e Progresso Redondense são outros projetos em orçamento.
Quanto aos impostos municipais, o autarca diz que o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) continua com a taxa mínima de 0,3%, beneficiando as famílias com dependentes a cargo de descontos que podem chegar aos 70 euros.
Os restantes impostos mantiveram-se em relação ao ano passado, nomeadamente a isenção do lançamento da taxa de Derrama e a manutenção da participação de 3% no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











