PS acusa Governo de partidarizar inauguração do Palácio da Justiça de Beja

A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista acusa o Governo de ter convidado apenas eleitos do Partido Social Democrata para a inauguração, hoje, do novo Palácio da Justiça de Beja. De fora ficaram os deputados do PS e do Chega e os autarcas do PS e da Coligação Democrática Unitária (CDU), denuncia a estrutura presidida por Marcelo Guerreiro.

Para os socialistas, «uma cerimónia de inauguração de um equipamento público não pode ser tratada como um evento partidário». A federação considera «inaceitável» que o convite tenha sido dirigido apenas ao «deputado do PSD pelo círculo de Beja e presidentes de câmara do PSD».

«Esta exclusão revela uma forma de atuação que desrespeita a pluralidade democrática e as instituições da região. Um equipamento pago com dinheiros públicos e ao serviço de toda a população não pertence a nenhum partido e não pode ser apropriado politicamente por quem está circunstancialmente no Governo», acusa o PS.

A federação socialista sublinha que o novo palácio, um investimento de cerca de sete milhões de euros, foi «decidido, lançado e contratado pelos anteriores governos do PS». O terreno onde foi construído foi cedido pela Câmara Municipal de Beja, à época gerida pelos socialistas.

«Também não vale a pena tentar reescrever a história», afirma a estrutura liderada por Marcelo Guerreiro, segundo o qual a obra resulta de «decisões, financiamento e procedimentos» concretizados por executivos liderados pelo PS.

«O atual Governo concluiu e inaugurou uma obra que recebeu em execução», acrescenta a mesma fonte, segundo a qual «o Governo pode cortar fitas, mas não pode apagar quem tomou as decisões que tornaram esta obra possível, nem selecionar os representantes da região em função da cor partidária».

Por outro lado, o PS congratula-se com a abertura do novo equipamento, que, diz, «representa uma melhoria importante das condições de funcionamento da justiça na região». A estrutura deixa ainda «um reconhecimento claro aos funcionários judiciais, magistrados e restantes profissionais da justiça, que todos os dias asseguram um serviço público essencial».

2 Responses

  1. Demos = povo
    Kratos = poder

    Democracia é um composto, daí, neste caso, o essencial seria a presença dos
    Eleitos democraticamente em conjunto com o povo.

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