PS acusa PSD de «confundir alhos com bugalhos» sobre casas prontas por atribuir

O PS acusou esta quarta-feira o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, de «distorcer a realidade do país» sobre as casas prontas a habitar que o Governo não entrega, reiterando que os factos são «verificáveis no terreno».

Em causa estão as declarações feitas pelo eurodeputado, porta-voz e vice-presidente do PSD, Sebastião Bugalho, na passada quinta-feira, onde afirmou que o secretário-geral do PS «enganou ou foi enganado» e questionou José Luís Carneiro sobre se retirava a «acusação infundada» que fez ao Governo de ter «casas prontas a habitar» que não entregava.

Em resposta, o deputado socialista Nuno Fazenda afirmou que «o senhor eurodeputado confunde alhos com bugalhos e essa confusão resulta de duas grandes razões: primeira é que está muito longe daquilo que é o país real, que não o conhece; e também desconhecimento dos dossiês», tendo ainda aconselhado o estudo dos mesmos: «Se assim o fizer, escusa de estar a distorcer aquilo que é a realidade do país e, por isso, aquilo que foi dito pelo secretário-geral corresponde à realidade e às evidências verificáveis no terreno».

Nuno Fazenda diz ainda que o «próprio Governo veio reconhecer agora que, de facto, existem casas concluídas e nem sabe quantas são», usando como exemplo Azinheira dos Barros, no concelho de Grândola: visitado na passada quarta-feira por José Luís Carneiro. «São mesmo casas, estão prontas há mais de um ano e meio e isso corresponde à total verdade», defendeu Fazenda.

O deputado do PS criticou ainda que o Governo culpe «as entidades gestoras» em vez de resolver o problema, considerando que o executivo «não pode alegar desconhecimento» porque o PS alertou de várias formas para este tema. Criticou igualmente que algumas destas casas sejam descritas como sendo apenas «para alojamento urgente e temporário», questionando se não deveriam estar a ser disponibilizadas às pessoas. Deu ainda o exemplo de Vila Velha de Ródão, onde disse haver apartamentos concluídos para habitação com arrendamento acessível «há mais de um ano» que «não estão abertos». «Aquilo que se pede é, de facto, humildade e concretização. Teria ficado bem ao Governo reconhecer que falhou, mas que vai arregaçar mangas para resolver o assunto», concluiu.

Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: D.R

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