A Federação Distrital de Évora do PS manifestou a sua “profunda preocupação com a recente demissão” do Conselho de Administração (CA) da ULSAC.
“Esta decisão, que resulta de uma gestão inadequada e de constrangimentos impostos pelo atual Governo, só vem atrasar ainda mais a conclusão das obras do novo Hospital Central do Alentejo, uma infraestrutura de extrema importância e urgência para a população alentejana”, indica fonte partidária.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, o CA da ULSAC anunciou na quarta-feira à noite, em comunicado, ter apresentado, nesse mesmo dia, a sua demissão ao Governo invocando divergências em relação à responsabilidade de construção da nova unidade de saúde.
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A Federação do PS de Évora diz que tem defendido “a necessidade de um hospital moderno e bem equipado para servir” a região e que lutou para esse objetivo, assim como “para a abertura do curso de Medicina e de outros cursos da área da Saúde na Universidade de Évora”.
“Com o desenvolvimento já adiantado destes marcos do PS, lamentamos profundamente que a ineficácia do Governo do PSD, e do ministério liderado por Ana Paula Martins, esteja a comprometer objetivos tão prioritários para o nosso território”, criticou.
No comunicado, os socialistas exigiram do Governo da AD (PSD/CDS-PP) a adoção de “medidas imediatas para resolver esta situação, garantindo a continuidade das obras e a conclusão do hospital no menor prazo possível”.
“A saúde dos nossos cidadãos não pode ficar refém de disputas políticas e de uma gestão ineficaz, quer do Governo central, quer da Câmara Municipal de Évora no que diz respeito às acessibilidades”, argumentou a federação socialista.
Também o ex-ministro socialista, Capoulas Santos, reagiu ao anúncio da demissão. “Mais uma vez, parece cumprir-se a triste sina. Quando a direita chega ao poder tudo o que é investimento público no Alentejo pára, suspende-se ou adia-se”, escreveu Capoulas Santos na sua página de Facebook.
Segundo o ex-ministro, depois de Passos Coelho ter “travado o lançamento do concurso do Hospital Central do Alentejo há quase década e meia”, agora “parece que se pretende adiar a sua conclusão por mais trêss anos”.
“Louvo a atitude digna do Conselho de Administração do Hospital que, ao demitir-se, demonstrou claramente não querer pactuar com este acto lesivo para Évora e para o Alentejo e, sobretudo, para a prestação dos cuidados de saúde de qualidade a que os alentejanos têm direito”, sublinha Capoulas Santos.