«Muitos destes projetos são conhecidos e discutidos há vários anos. Não precisamos de voltar a explicar ao Alto Alentejo que são importantes. Precisamos de perceber o que falta fazer para que avancem e de exigir decisões onde elas ainda são necessárias. É esse trabalho que queremos fazer, projeto a projeto», afirmam os membros do secretariado da federação, presidido por Tiago Teotónio Pereira.
O objetivo, segundo o PS de Portalegre, passa por acompanhar, caso a caso, «o que falta decidir, que financiamento é necessário e quais os próximos passos para a sua concretização», numa lista que abrange as acessibilidades, a ferrovia, a saúde, a segurança, os recursos hídricos e a atividade económica de vários concelhos do distrito.
Na ferrovia, além da eletrificação e modernização da Linha do Leste, a federação distrital considera necessário avançar com a Plataforma Logística de Elvas e com a estação internacional de passageiros, no quadro das ligações ferroviárias entre Portugal e Espanha.
O Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato — Barragem do Pisão mantém-se entre as prioridades, incluindo a construção da nova aldeia e das infraestruturas hidráulicas para o fornecimento de água à estação de tratamento de água de Póvoa e Meadas.
Na saúde e na segurança, os socialistas juntam à conceção do Parque de Saúde da ULS do Alto Alentejo a construção da nova Escola da GNR e do Comando Territorial, em Portalegre. Defendem ainda financiamento para a ampliação do cluster aeronáutico de Ponte de Sor e consideram necessária «a avaliação dos impactos territoriais, ambientais e económicos» do Campo de Tiro em Alter do Chão.
As ligações rodoviárias e transfronteiriças fecham o conjunto de prioridades. O PS de Portalegre defende que seja garantida a execução da Ponte Internacional sobre o rio Sever, em Nisa, dentro dos prazos associados ao financiamento, e quer ver concluídos os projetos técnicos do IC13 e do IC9, incluindo a ligação do IC13 à A23 e a ligação por autoestrada entre a A6 e a A23.
A federação distrital anuncia que vai desenvolver contactos políticos e institucionais sobre estas prioridades, procurando acompanhar «o ponto de situação de cada investimento» e defender, junto das entidades responsáveis, as decisões necessárias ao seu avanço.
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