Para os socialistas, a aprovação é um «acontecimento de extrema importância para o futuro» da terra e demonstra que «em menos de um ano, o executivo do PS resolveu um assunto que se arrastava há vários anos», com «prejuízos para alunos, pais, docentes e funcionários».
A comissão política concelhia sustenta que o estado de degradação da escola «nunca mereceu por parte da governação autárquica da CDU qualquer vontade de resolução, limitando o assunto a uma guerra política e ideológica», atitude que, acrescenta, «prejudicou qualquer solução viável e apenas serviu para afirmar a ideia de que, acima de quaisquer interesses, estaria sempre a condição partidária dos comunistas».
Os socialistas assinalam ainda que a CDU «poderia ter executado esta obra com um custo para a autarquia de cerca de 300 mil euros, muito distinto dos cerca de dois milhões de euros que a autarquia agora terá de financiar do seu orçamento». E concluem: «Em tudo a CDU deixou a perda das oportunidades e do futuro!»
Na cronologia que traça, o PS recorda que, em março de 2020, a Câmara Municipal de Serpa, liderada pela CDU, recusou assumir cerca de 260 mil euros, correspondentes a 7,5% do custo do projeto, alegando que a requalificação cabia inteiramente ao Governo.
Em janeiro de 2022, o município aprovou um acordo com o Ministério da Educação para uma intervenção de 3.428.235,31 euros, financiada em 85% por fundos comunitários e com uma comparticipação municipal de 7,5%, pouco mais de 250 mil euros. «Era esta a obra que podia ter sido feita. Não foi», sublinha o partido.
Dois anos depois, em fevereiro de 2024, o executivo da CDU anunciou que a requalificação, então orçada em oito milhões de euros, seria financiada a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com as obras a terem de estar concluídas até 30 de junho de 2026.
Em abril desse ano, enquanto Castro Verde inaugurava a sua escola secundária requalificada, Serpa adjudicava a elaboração do projeto de execução e, em maio de 2025, o estudo prévio era apresentado à comunidade escolar sem calendário de candidatura e com a expectativa de o processo só ficar concluído em 2028.
Depois de o PS ter assumido a Câmara de Serpa, em outubro de 2025, a candidatura foi submetida ao Programa Escolas em março de 2026, com um investimento global previsto de 14.111.122,58 euros e cerca de 410 alunos beneficiados diretamente. A aprovação chegou em setembro.
A comparação com Castro Verde atravessa toda a argumentação dos socialistas, que garantem que a escola secundária daquele concelho «partiu exatamente da mesma situação» e que «a diferença esteve na vontade política de quem governava».
O partido recorda que o executivo socialista de Castro Verde assinou o protocolo com o Ministério da Educação em janeiro de 2018, candidatou a obra ao programa Alentejo 2020 e consignou a empreitada em agosto de 2021, inaugurando a escola a 6 de abril de 2024, com um investimento global de 4.987.499 euros. «Duas escolas iguais, dois caminhos opostos, duas vontades políticas diferentes. Foi esta a escolha que a CDU fez pelos alunos de Serpa», remata.
Para a comissão política concelhia, a modernização e requalificação da escola era «um dos compromissos principais da candidatura autárquica do Partido Socialista» e a sua aprovação é «a prova de que a palavra de quem serve por compromisso com as suas gentes é sempre mais forte e consequente do que a oratória de quem ecoa as orientações de um partido em detrimento de um povo».










